A prática não é comum em todo o país e é mais encontrada no Acre e em algumas regiões dos estados de Rondônia e Amazonas. São as plantações às margens do rio, chamadas de praia pelos moradores e o doutor em mineralogia Marcondes Costa decidiu fazer um estudo para entender o motivo dessa prática na região.

“Eu comparava com a praia de outros locais, onde não se cultivava nada e via que as nossas praias eram cultivadas intensamente e ficavam bonitas. Então, nós desenvolvemos dois projetos com muitos estudantes e colegas pesquisadores para verificar e investigar a origem dessa fertilidade”, explica.

O estudo apontou que as praias dessa região são mais adequadas para o plantio justamente porque a água barrenta dos nossos rios é rica em minerais que possuem, na sua composição química, tudo o que é necessário para uma fertilização do solo muito mais intensa.

“O rio já está transportando a própria fertilidade. Está depositando e fica a disponível para quem quiser cultivar”, pontua o doutor.

Mas, a água não é capaz de garantir, sozinha, que essa riqueza no solo seja suficiente para manter as plantações. A poluição é o inimigo número 1 da natureza. E para o cultivo, às margens dos rios, isso não seria diferente.

“O Rio Acre, se você descer cidade abaixo, tem plantação de plástico. Mas, é muito melhor plantar legumes que vão cultivar nossos alimentos do que jogar plástico no rio”, finaliza.

Fonte: G1