Dois homens armados invadiram um restaurante após uma série de assaltos na manhã desta quarta-feira (3), no bairro Congós, na Zona Sul de Macapá. Por volta das 9h40, um deles, que estava com uma faca, se entregou. Minutos depois, o outro envolvido também se entregou. Os dois estão feridos.

Eram mantidos reféns sob ameaça de uma faca e uma arma de fogo funcionários do local e uma criança de idade ainda não informada. Os dois já eram menores infratores e tinham passagem pelo Núcleo de Medida Socioeducativa de Internação Masculina (Cesein), segundo a polícia.

Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão da Força Tática, da Polícia Militar (PM) do Amapá, fizeram as negociações.

A polícia informou que as ameaças aos reféns iniciaram por volta das 8h. Ainda não foi confirmado o número de pessoas feitas reféns no local, mas uma delas já havia sido liberada às 8h30.

“O momento agora é de negociação. São dois perpetradores [criminosos] da ocorrência. Um deles está baleado, não sabemos se foi ele ou durante troca de tiros com a polícia. Tudo leva a crer que foi ele porque é um tiro no pé. Já foi liberada uma das pessoas feitas reféns e temos mais uma criança no interior do estabelecimento”, falou o capitão Alex Sandro Chaves, porta-voz da PM.

A dupla solicitou a presença de familiares, que foram até o local. Segundo a polícia, os dois estavam cometendo assaltos no bairro quando militares foram chamados e houve troca de tiros.

“Eles estavam cometendo assaltos na área, uma espécie de arrastão, momento em que uma equipe do 1º Batalhão fez o cerco e encontraram eles aqui na Claudomiro de Moraes. Eles largaram a motocicleta, e dispararam no intuito de intimidar e acertar a equipe. No entanto, a equipe conseguiu se proteger e eles entraram no estabelecimento comercial para fazer alguém de refém”, descreveu o capitão.

Segundo uma vítima que foi liberada e preferiu não ter a identidade revelada, um dos bandidos estava com uma das pernas feridas e ameaçava a criança com uma arma.

“Eu já vi quando eles estavam com a arma na cabeça da criança e o outro entrou apontando arma na cabeça de todo mundo. Eles me liberaram e pediram para ‘pegar’ a mãe. Eles agarraram uma moça no colo para se proteger. Eu fiquei intacta, não tem como fazer nada. Eu só queria chorar”, falou a vítima.

Entre as exigências da dupla estavam a presença da família e coletes à prova de balas. A Rua Claudiomiro de Morais foi isolada. Moradores da região acompanham a movimentação.

Fonte: G1