Moradores Vila Vintém e da Olaria, no município de Cantá, afetados pela cheia do Rio Branco, começaram a ser retirados das residências neste domingo (2) pela Defesa Civil Estadual.

Até às 18h deste domingo, a Defesa Civil informou que 18 pessoas tiveram que deixar suas casas. Entre elas há cinco crianças.

A ação teve início por volta das 13h com uma equipe de cinco bombeiros, uma embarcação e um caminhão cedido pela prefeitura do Cantá, usado para transportar móveis e outros objetos da vítimas da enchente.

O trabalho de retirada das famílias da região visa prevenir maiores danos caso o nível do rio se eleve ainda mais. Na segunda-feira (30), a régua de medição apontou que as águas chegaram aos 7,50 metros.

De acordo com o tenente Troster, da Defesa Civil Estadual, algumas pessoas se negam a deixar a residência, enquanto outros buscam o apoio de familiares para encontrar abrigo.

“Alguns vão entrar nessa categoria de desalojados, já que vão ser levados para casa de amigos e familiares, a maioria no Santa Cecília [no Cantá] e outros vão para o abrigo em Boa Vista”, disse.

A Defesa Civil Municipal informou que a situação da cheia no Rio Brando é de alerta e monitora áreas de alagamento.

A Vila Vintém e a Olaria ficam às margens do Rio Branco, logo após a ponte dos Macuxis, em um trecho da BR-401. Nos locais vivem famílias que trabalham com a fabricação de tijolos.

A recomendação da Defesa Civil Estadual é que moradores deixem as residências antes que o nível do rio se eleve ainda mais. Ação deve continuar na segunda-feira (3), já que muitas deles não têm como transportar os próprios bens.

A oleira Léia Santos mora há sete anos na área alagada disse ao G1 que está saindo de casa pela segunda vez. A primeira foi em 2011, quando o Rio Branco subiu 10,28 metros acima do limite normal e foi registrada a cheia histórica.

Para fugir da enchente ela ficará abrigada na Vila do Oleiros, no município do Cantá. “Fiz a minha mudança na quarta-feira [28] passada e vim apenas buscar os meus cachorros”, contou.

A cheia do Rio Branco também afeta os moradores de Boa Vista. Até a sexta-feira (30) 22 famílias que viviam no bairro Caetano Filho, o ‘Beiral’, região Central da capital, tiveram que deixar as casas.

Um abrigo temporário foi montado no ginásio de uma escola no bairro Tancredo Neves, zona Oeste de Boa Vista.

Fonte: G1