Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) mostram que a cidade de Macapáregistrou 190 casos de sífilis de janeiro a outubro deste ano. Em 2016, foram 280 registros da doença. Apesar da redução, o número é considerado preocupante.

O levantamento aponta ainda que mulheres na faixa etária entre 20 e 34 anos são as mais atingidas pela doença.

Segundo o coordenador municipal do DST’s/Aids e Hepatites Virais, Cesar Melo, um dos principais problemas é que a doença se manifesta de forma silenciosa, até chegar em estágios mais avançados. Ele diz que a cada 100 pessoas que foram diagnosticadas com sífilis, 40 não sabiam que tinham a doença por não apresentarem sintomas iniciais.

“A pessoa só vai perceber quando a doença já está avançada, mas vale lembrar que tem cura quando tratada. Por isso a importância de se fazer o teste rápido, pois o quanto mais cedo diagnosticada, mais rápido se inicia o tratamento”, enfatizou.

Sífilis em grávidas

No mês de julho, um levantamento do Ministério da Saúde (MS)apontou que 57 gestantes apresentaram quadro de sífilis no Amapá. Os dados são de janeiro a junho de 2017. A doença em estágio congênito causa complicações na gravidez e afeta o bebê.

De acordo com a pesquisa do MS, divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), grávidas com idade entre 20 e 34 anos lideram o ranking com 32 casos registrados. Gestantes até 19 anos, foram 20 casos. Já entre 35 e 49 anos, o Estado confirmou cinco.

A sífilis é transmitida pela bactéria treponema pallidum, principalmente por via sexual, mas também pode passar de mãe para filho, durante a gravidez. A falta de tratamento pode causar cegueira, demência e más formações, no caso de fetos. O aumento dos casos da doença no Brasil preocupa especialistas.

Fonte: G1