A criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Sauim-de-Manaus foi anunciada na noite de terça-feira (3). A nova unidade de conservação terá como principal objetivo auxiliar na proteção ao sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), um primata que só existe no Amazonase é símbolo da capital amazonense. A espécie corre o risco de extinção.

Segundo especialistas, é preciso criar um corredor ecológico que una fragmentos florestais para evitar mortes da espécie. Há registros de atropelamentos e choques elétricos de animais na zona urbana de Manaus.

Ao criar a unidade de conservação, a Prefeitura de Manaus atende ao estabelecido em um Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental (TACA) com o Ministério Público Federal.

Segundo a Prefeitura, serão feitas duas audiências públicas para apresentar a proposta à população e colher sugestões dos vários segmentos da sociedade. Após as audiências, haverá a assinatura do decreto de criação da Área de Proteção Ambiental pelo prefeito Arthur Virgílio Neto. A estimativa é de que o processo seja concluído em aproximadamente 90 dias.

De acordo com anúncio da Prefeitura, a APA Sauim terá mil hectares e ficará entre o Corredor Ecológico Urbano do Mindu, o Parque Estadual Sumaúma e a Reserva Ducke, na Zona Norte. A área abriga igarapés conhecidos como Geladinho e Goiabinha, além de fragmentos florestais e áreas verdes de loteamentos habitacionais.

O TACA firmado entre o Ministério Público Federal e a Prefeitura de Manaus previa também ações de proteção e reflorestamento em trechos degradados do Corredor do Mindu, onde a Prefeitura de Manaus realizou intervenções de plantio de mais de 2,4 mil mudas de árvores, de espécies frutíferas e florestais nativas.

Espécie ameaçada

Uma das espécies amazônicas mais raras está entre as mais ameaçadas de extinção, o sauim-de-coleira é considerado um animal símbolo da capital amazonense. Ele corre o risco de desaparecer em poucas décadas, segundo estudiosos.

Em liberdade, o primata é encontrado apenas em uma área de terra que compreende alguns quilômetros, entre três municípios do Amazonas. Dados apontam que pelo menos 10 deles morrem por ano só na zona urbana de Manaus.

Fonte: G1