Visando a mudança do status do rebanho do Amapá de “médio risco” para “livre” de febre aftosa, a Superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa) no estado realiza até sexta-feira (7) uma auditoria na Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro).

O objetivo é acompanhar o cumprimento de condicionantes necessárias para garantir a mudança do status, que permitirá ao Amapá e ao Brasil, o reconhecimento internacional da qualidade de carne bovina e bubalina brasileira. Além do estado, apenas o Amazonas não está livre da doença.

A auditoria vai resultar na elaboração de um relatório que será encaminhado ao Governo Federal, que tem até 1º de setembro para encaminhar a proposta de alteração da situação do Amapá para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês).

“Os avanços são muito grandes. Hoje temos apenas uma data no ano para vacinação, nos outros estados são duas. Na última vacinção atingimos 95,6% do rebanho. O relatório será finalizado e teremos tempo de fazer alguns ajustes até setembro”, detalhou Suely Colares, superintendente Federal de Agricultura no Amapá.

As ações feitas pela Diagro são com base em outra auditoria, realizada em janeiro. Na oportunidade foi firmado um convênio que garante recursos federais à Agência para custeio de veículos, combustível e manutenção de veículos que atuam nas unidades veterinárias dos 16 municípios.

Febre aftosa

O maior impacto da doença é o financeiro, pois ela atinge os animais, sendo necessário sacrificá-los. Os principais sintomas são febre, casco fendido e bolhas na boca, focinho, tetas e narinas.

A doença é contagiosa e surgiu no ano de 1514, na Itália. No Brasil, o primeiro caso registado ocorreu em 1895, no Triângulo Mineiro. No Amapá, há mais de 20 anos não são registrados casos de aftosa, no entanto, a atual classificação de risco do rebanho impede a comercialização pelo Amapá para outros estados.

Fonte: G1