Técnicos da Emater-RO trabalham orientam sobre custos de produção para o cultivo do tambaqui.
FONTE:diariodaamazonia.com.br
A piscicultura entre os agricultores familiares registra forte crescimento em todo o estado, posicionando Rondônia como maior produtor de peixes nativos, entre os estados brasileiros, nos últimos três anos. Técnicos da Emater-RO na região do Vale do Jamari trabalham com os produtores de peixe a fim de determinar um custo de produção para o cultivo do tambaqui, principal espécie criada em cativeiro em Rondônia. O trabalho da Emater-RO é fundamental, especialmente neste momento em que se observa uma redução da atividade piscícola entre os agricultores familiares, contrastando com o crescimento na atividade empresarial.

Na região do Vale do Jamari, criadores de peixes participaram de dia de campo realizado pelo Emater-RO para divulgar os dados do levantamento do custo de produção na criação de tambaqui, e se contrapor à perda de eficiência dos produtores familiares quando comparados com a produção empresarial. A expectativa é de que, após o levantamento dos custos de produção pelos extensionistas e a divulgação dos dados nos eventos da extensão rural, os produtores despertem para a necessidade de ter maior eficiência no manejo dos ciclos produtivos. Para os técnicos da Emater-RO, está claro que 70% dos custos da produção de peixes está na alimentação e que o frete é um importante componente deste custo. O conhecimento do custo deverá facilitar a decisão sobre valores mínimos para comercialização do pescado, e para busca de estratégias mais eficientes para continuar produzindo.

Mesmo depois da queda no crescimento dos projetos da agricultura familiar, o Estado manteve a posição no ranking nacional da produção de peixes, por causa dos grandes empreendimentos que surgiram e alcançaram maior eficiência produtiva. O crescimento da piscicultura nos empreendimentos de médio e grande porte, em movimento contrário ao da agricultura familiar, se deve provavelmente à maior eficiência administrativa e financeira dos empreendedores empresariais, enquanto que os produtores familiares revelam uma resistência em se organizar em cooperativas, dificultando os processos de compra de insumos e venda solidária da produção.

Com informações da Secom