As doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti – dengue e chikungunya – tiveram redução superior a 40% nos casos confirmados no 1º semestre de 2016 do Amapá. As informações são balanço semestral divulgado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS-AP).

A queda de 51% nos registros de dengue e 41% nos casos de chikungunya está relacionada ao mesmo período de 2016. A redução também é observada nos casos de febre pelo Zika Vírus e nos registros notificados das doenças. Uma morte por dengue aconteceu em 2017.

Chikungunya

Nos seis primeiros meses de 2017, o Amapá teve 59 casos confirmados de chikungunya, contra 100 no 1º semestre do ano passado. Macapáapresentou a maior quantidade com 150 confirmações, seguido por Santana com 46, Oiapoque com 32, e Serra do Navio com 31 pessoas infectadas.

No total, 12 dos 16 municípios do Amapá tiveram registros da doença, que é caracterizada por febre repentina e fortes dores nas articulações, que podem durar por vários meses e até anos. A única morte por chikungunya ocorrida no Amapá foi em setembro de 2016, em Santana.

Dengue

Os números da dengue apresentaram redução, de 1.352 casos nos primeiros seis meses do ano passado para 666 confirmados de janeiro a junho de 2017. Somente dois municípios do estado não tiveram nenhum paciente, Amapá e Vitória do Jari, enquanto Oiapoque e Macapá ficaram com o maior número de registros, 227 e 206 respectivamente.

A maior incidência de casos foi nos primeiros meses do ano, na mesma época do período chuvoso no Amapá. Em março de 2017 foram 194 confirmados, contra apenas 51 até o fim de junho.

Zika Vírus

Com uma queda drástica de 160 casos no ano passado, para 7 no mesmo período de seis meses desse ano, a febre pelo Zika Vírus apresentou índices positivos no estado. Em janeiro, março e junho não foram confirmados nenhum caso no Amapá, detalhou a Vigilância em Saúde.

Altamente vinculado aos casos de microcefalia em bebês, nenhum dos casos de Zika foi confirmado em mulheres grávidas em 2017, sendo que cinco suspeitas foram descartadas.

A CVS-AP recomenda que mesmo com a diminuição do registro das doenças, é importante que a população continue combatendo o vetor, evitando acúmulo de água parada em casas e quintais.

Fonte: G1