Por Redação Diário da Amazônia

Agrava a situação dos protestos na Bolívia e aumenta a tensão de estudantes brasileiros que estão no país e não conseguem retornar ao Brasil. As fronteiras foram fechadas e órgãos públicos suspenderam atendimentos. Estimam cerca de seis mil estudantes de medicinas nas cidades de Cochabamba, Sucri e Santa Cruz de La Sierra. O Palácio do Itamaraty (sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil) ainda não se manifestou sobre uma intervenção no sentido de garantir a proteção aos brasileiros.

As informações que chegam é que em algumas partes da Bolívia já há restrição alimentar. Os brasileiros estão impedidos de sair de casa até mesmo para compra de alimentação. Na sexta-feira (1), o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) recebeu pedido de familiares de rondonienses que estudam na Bolívia e cobrou do governo brasileiro imediata providência diplomática para a proteção dos estudantes.

Os protestos acontecem por discordâncias políticas quanto aos resultados da eleição presidencial polêmica no mês passado, que deu vitória ao presidente Evo Morales. As manifestações entraram na terceira semana, com pressão crescente da oposição para que o presidente renuncie. Os conflitos aumentaram nesta semana e a situação piorou.

Ontem (5) foi declarado o fechamento das fronteiras, paralisação das instituições estatais e o bloqueio dos recursos foram algumas das determinações do maciço conselho nacional realizado na segunda-feira (4) à noite ao pé do Cristo Redentor, em Santa Cruz.

Também ontem, o líder da oposição formada por simpatizantes do ex-presidente Carlos Mesa e por organizações civis, aprofundou os apelos para Evo Morales deixe o poder. Um dos líderes estabeleceu como prazo para segunda-feira (4) à noite. Sem a renúncia, a crise agravou nas ruas. Em contrapartida, Evo convocou seus simpatizantes e as organizações sindicais para fossem às ruas a partir de ontem, o gerou mais atritos e confrontos.

Mesa, que ficou em segundo lugar nas eleições de 20 de outubro, descreveu a candidatura de Morales no domingo como “ilegal” e propôs novas eleições porque acredita que houve fraude eleitoral.