Ao menos 200 taxistas intermunicipais fecharam a rodovia estadual AC-40, próximo ao Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, por cerca de uma hora nesta terça-feira (7). O ato, segundo o taxista Antônio Rufino, de 39 anos, que faz o trajeto Epitaciolândia – Rio Branco há quase nove anos, foi para protestar contra regras estabelecidas pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Acre (Ageac).

O G1 entrou em contato com a Ageac para solicitar informações com relação às reivindicações dos taxistas, mas foi informado de que estavam em uma reunião com os manifestantes na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) e iriam se pronunciar posteriormente.

Entre as regras que os taxistas definem como “abusivas”, estão a taxa de seguro no valor de R$ 177,90 para carros com até quatro passageiros e quase R$ 230 para carros de seis passageiros, além da obrigação de emitir bilhete para os passageiros. De acordo com Rufino, outra reclamação é com relação à proibição de buscar passageiros em casa para levá-los ao destino.

“Queremos realmente ficar regularizados, mas não aceitamos também certas coisas que estão impondo para cima de nós. Taxas abusivas, seguro com um preço muito alto, além de não podermos mais buscar passageiros em casa e termos que emitir bilhetes de passagem, sendo preciso pegar dados da pessoa como CPF, nome completo e RG. Aí fica difícil”, reclamou Rufino.

O taxista Valdemir Batista, de 40 anos, faz o percurso entre a cidade de Brasileia e Rio Branco desde 2001. Segundo ele, entre os colegas que não aceitam as regras e resolveram participar do ato estão taxistas de Brasileia, Plácido de Castro, Epitaciolândia, Assis Brasil e Capixaba.

“Somos todos pais de família e queremos trabalhar. Esse ‘povo’ está inventando muita coisa para empatar nosso direito de ir e vir e não querem nos deixar trabalhar. Na verdade, há muito tempo eles querem manipular a gente, mas desde 2016, colocaram essa taxa do seguro”, afirmou Batista.

Fonte: G1