O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta está no Amapá neste domingo (10) onde ao lado do do presidente do Senado Davi Alcolumbre visita obras de hospitais com obras em andamento ou paralisadas na capital, Macapá e em Santana. Pela manhã, após conhecer a estrutura de mais de 35 mil metros quadrados do Hospital Universitário, na Zona Sul da cidade, ele garantiu os recursos necessários para a conclusão da obra.

“O Ministério da Saúde não só vem ao Amapá para constatar e reconhecer o esforço da bancada federal, como vem para garantir toda a parte de equipamento. Uma obra desse tamanho ninguém coloca em funcionamento de uma vez só. A gente faz etapa um, etapa dois, três. Mas eu fico muito feliz com a qualidade e o andamento da obra, e do pensamento dela ser um pouco mais para frente. Tem que pensar obra para 2020, 2030”, falou o ministro.

Com 65% das obras estruturais concluídas, segundo a construtora responsável, o valor final do serviço está orçado em mais de R$ 200 milhões, sendo quase a totalidade oriundo de emenda de bancada. Desse montante, R$ 172 milhões já foram liberados e outra emenda de R$ 100 milhões está destinada à conclusão.

No entanto, ainda faltam verbas para a aquisição de equipamentos, e foi essa a parte pleiteada pelo presidente do Senado ao ministro.

“A sua vinda hoje aqui, já que esses recursos estão dentro do Ministério da Educação, é o pleito para que o Ministério da Saúde garanta os recursos que ainda faltam para concluir a obra. Da emenda de R$ 100 milhões da bancada serão retirados R$ 25 milhões para os equipamentos e ainda vão faltar R$ 40 milhões, que é o que pedimos de complementação do seu ministério”, falou Alcolumbre.

Mandetta afirmou que o recurso está garantido, mas ressaltou a burocracia na licitação para aquisição de equipamentos à Saúde, solicitando que o Amapá se adiante nas providências em relação ao projeto. Ele também falou da necessidade de realização de concurso público.

“As licitações de equipamentos em saúde são complexas. Tem muita briga por especificações. Por causa de um detalhe você leva muito tempo para adquirir os equipamentos. Então, é interessante que os técnicos já validem os projetos e esses equipamentos, para que nós possamos ir fazendo as previsões para licitações e deixar isso organizado. A gente tem que fazer uma outra agenda junto com a bancada, que é garantir o concurso público para termos as pessoas que vão trabalhar diretamente no dia a dia do Hospital Universitário”, concluiu.

A conclusão estrutural do Hospital Universitário está prevista, contratualmente, para 2020, porém, com os serviços bem adiantados, a expectativa da empresa é que até o fim do ano o espaço seja entregue.

Essa obra vem para organizar uma parte importante do sistema de saúde do estado, principalmente em relação a procedimentos mais complexos, devendo desafogar o movimento nas unidades de saúde do estado.

Ao deixar o Hospital Universitário de Macapá, o ministro da Saúde, o presidente do Senado e comitiva seguiram para o município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, onde visitaram a Maternidade do Hospital Estadual, cujas obras estão paralisadas há quase dez anos. À tarde, a partir das 16h30, a agenda finaliza no Hospital Metropolitano, iniciado em 2001 e paralisado desde 2012.

Fonte: G1