O Acre registrou 585 casos de hepatites durante o ano de 2017. Os dados foram divulgados pela Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis do estado. O número é menor que o registrado em 2016, quando foram notificados 633 casos entre hepatites A, B, C e Delta.

A hepatite B é a mais comum. Em 2016 foram 403 casos e em 2017 houve o registro de 372. Nos últimos dez anos, o Acre registrou 11.142 casos de hepatites. Desses, 53% são de hepatite B, 21% de hepatite A, 19% de hepatite C e 7% de hepatite tipo Delta.

Para combater e conscientizar a população, o Acre vai lançar a campanha Julho Amarelo e distribuir mais de 50 mil testes para intensificar o combate à doença e também alertar para a importância do teste rápido que é feito nas unidades básicas de saúde.

“Temos colocado os testes rápidos nos postos de saúde, tanto na capital como interior, para que as pessoas procurem de forma mais fácil. Se a pessoa tiver um caso na família deve fazer o exame para saber se também está infectado”, explica Nelson Guedes, gerente da Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis.

O mês foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para alertar sobre as hepatites virais. De acordo com o Ministério da Saúde mais de 3 milhões de brasileiros estão infectados pelo vírus, mas não sabem.

No Acre, as ações de combate também incluem parcerias com as unidades do interior do estado para que sejam realizados exames em áreas de difícil acesso e também ribeirinhas.

“Em alguns municípios também vão ser feitas rodas de conversas em algumas escolas e ações em presídios. Nas comunidades ribeirinhas também vamos ter equipes, pois muitas vezes eles não têm a possibilidade de procurar a área urbana para fazer o exame”, finaliza.

Fonte: G1