A Prefeitura de Palmas afirma que atualmente existem 3 mil vagas disponíveis em escolas e centros de educação infantil da capital, mas apesar da oferta, muitos pais estão reclamando que não conseguem matricular os filhos.

Faz mais de um ano que a manicure Ilma Rodrigues procura vaga para a filha. A Yasmim que tem um ano e oito meses. “Eles falam que não tem vaga e tem que ficar na espera. Eu tenho todas as preferências de creche, como bolsa família, moro perto e a irmã estuda lá”, reclama.

Atualmente o município de Palmas consegue suprir 55% da demanda por vagas em creches. A promessa da prefeitura é que as novas unidades que estão sendo construídas sejam inauguradas em seis meses.

De acordo com o secretário municipal de educação Danilo Melo, algumas escolas ainda têm vagas disponíveis, o que ocorre é que muitos pais não conseguem fazer matrícula na unidade que gostariam, geralmente perto de casa.

“Na prática, no ensino fundamental e na pré-escola nós temos para todos, mas na creche não conseguimos atender toda a comunidade”, diz.

A rede municipal tem atualmente 42 mil vagas escolares, restam 3 mil abertas. Para ajudar os pais que ainda não encontraram uma na rede municipal, a Secretaria de Educação montou uma força-tarefa. O atendimento é feito no prédio da prefeitura na avenida JK.

O último levantamento feito no dia 8 de fevereiro mostrou que na área central de Palmas há 273 vagas disponiveis. A maior quantidade para crianças de 4 e 5 anos, no Centro Municipal de Educação Infantil Chapeuzinho Vermelho, na quadra 607 Norte.

Nas Arnos, são 222 vagas no Centro de Educação Infantil Sementes do Amanhã, na 504 Norte. A maioria para alunos de 5 anos. Em Taquaralto, são 228 vagas disponíveis no total. A maioria também para alunos de 3, 4, e 5 anos, nas seis escolas da região.

Nos Aurenys são 185 vagas abertas em duas unidades. Para berçários, destinadas às crianças de seis meses e 1 ano de idade, existem 55 vagas. A maioria em Taquaruçu.

No caso da Ilma, que mora na quadra 403 Sul, o secretário disse que a vaga para a filha dela deverá chegar quando as novas escolas estiverem prontas.

“Acredito que nos próximos seis ou oito meses, a tendência é que a menina seja atendida, em função das novas vagas e do critério de cuidar da mãe trabalhadora que precisa ter a crianças bem assistida e cuidada em uma unidade de ensino nossa”, afirma.

Fonte: G1