Plantas nativas no norte do Brasil podem ajudar no processo de purificação das águas e no controle da poluição de rios, segundo um especialista de Portugal, que apresentou o método de tratamento em Macapá. Conhecidas como macrófitas aquáticas, as plantas se desenvolvem em regiões de água doce.

O pesquisador português José Antônio Mendes explica que por necessitarem de alta concentração de nutrientes, as macrófitas são usadas com sucesso na recuperação de rios e lagos poluídos, pois suas raízes formam uma densa rede, capaz de reter as partículas mais finas em suspensão nas águas.

“O sistema natural é usado para a própria planta para fazer o tratamento. Inicialmente com a recuperação de resíduos mais sólidos, construindo a granola e não contaminar os lençóis freáticos. A planta é retirada e usada para purificar águas. Posteriormente é devolvida ao rio”, explicou.

Para o especialista a tecnologia é eficiente tanto no tratamento do esgoto doméstico quanto para o industrial. “O tratamento é feito no sistema modular para poucas pessoas, mas ele pode ser adaptado para uma população maior”, destacou.

Dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) divulgados em fevereiro apontam que menos de 4 em cada 100 habitantes do Amapá contam com acesso à rede de esgoto. Os números, referentes a 2015, colocam o estado como o pior do país em relação ao saneamento básico.

O Amapá também aparece na última colocação em relação ao fornecimento de água tratada. Os dados fornecidos pelo Ministério das Cidades mostram que apenas 1 a cada 3 pessoas conta com distribuição de água (34%) no estado.

Fonte: G1