Para ampliar a capacidade armazenamento e aumentar a produção e distribuição de água à população, o reservatório de Acrelândia, interior do Acre, está tendo o leito aprofundado.

Além disso, uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) vai ser instalada na cidade. A ação visa garantir o abastecimento da cidade em períodos de seca no estado.

Com as obras, a amplitude do açude da cidade vai sair de 2,8 metros para 5 metros de profundidade. Com a nova ETA, que será aberta e maior do que a atual, que é compacta, a produção de água vai sair de 15 para 30 litros por segundo.

De acordo com o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), um investimento de total de R$ 6 milhões foram aplicados na obra.

“Também estamos colocando uma nova balsa flutuante com novas bombas. Tudo isso para aumentar a capacidade de produção e atingir um horizonte de 20 anos, que é o que o projeto prevê em relação ao crescimento da cidade”, explica a diretora de Projetos e Saneamento do Depasa, Damia Coutinho. Após o término do processo, duas ETA’S vão funcionar no local.

A previsão é de que as obras sejam concluídas até abril do ano que vem. Questionada sobre a instalação da nova ETA em uma fonte de captação maior, Damia explicou que, apesar de o Rio Abunã passar em Acrelândia, o uso do manancial como fonte de abastecimento é considerado inexecutável por ficar a 17 quilômetros da zona urbana. “Inviável economicamente”, diz.

A diretora afirma ainda que, depois do melhoramento, o açude vai suportar um período de três meses com ausência de chuvas sem ter o abastecimento prejudicado. As obras de melhoria e ampliação são executadas em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Crise hídrica

Em setembro do ano passado, Acrelândia passou por uma crise hídrica, o reservatório que atende a cidade possui 2,8 metros e no ponto mais profundo chegou a ficar com 75 centímetros de profundidade e 25 cm em outros locais.

Para evitar o desabastecimento, o órgão tomou várias medidas – como racionamento de dois dias, instalação de bombas mergulhão para transferir a água de um reservatório menor e captação de quatro açudes de uma propriedade vizinha.

À época, a ampliação da rede de abastecimento e a construção de uma adutora do centro da cidade até a Vila Redenção foram alguns motivos apontados pelo Depasa para a queda brusca no nível do reservatório durante a seca.

Fonte: G1