O governador Antonio Denarium (PSL) disse nesta quarta-feira (17) que não teme a CPI da Saúde que deve ser instalada na Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) para investigar denúncias feitas pelo ex-gestor da pasta, Ailton Wanderley, além de falta de medicamentos e materiais nos hospitais.

“Eu aprovo a CPI e gostaria que deputados fizessem um trabalho honesto, justo e transparente. Não temos interesse em beneficiar ou prejudicar ninguém. As irregularidades apresentadas tem que ser publicizadas e levadas a toda a sociedade”, disse.

Nesta quarta, o governador participou de cerimônia de entrega de quatro ambulâncias para atender às cidades de São Luiz, São João da Baliza, e Rorainópolis, todas no Sul do estado. Os veículos, no entanto, ainda não têm data para chegar aos municípios.

“Nosso compromisso é acabar com a corrupção, dar transparência nas contas do estado e melhorar a qualidade dos serviços públicos”, afirmou Denarium. “Não podemos mais viver em um estado em que parte dos recursos são desviados e os benefícios nunca chegam à população”.

O requerimento que pede a abertura da CPI foi protocolado na Assembleia Legislativa na semana passada. Ele teve 18 assinaturas, mais que o dobro do exigido (1/3 dos 24 deputados) para que uma CPI seja aberta na Casa.

Ao entregar o pedido, o deputado Renato Silva (PRB) disse que, caso seja instalada, a CPI também de investigar falta de medicamentos e materiais médico-hospitalares em unidades de saúde e o suposto descumprimento contratual da cooperativa que presta serviços à Secretaria.

Ao deixar o cargo, no início deste mês, o ex-secretário de saúde declarou que há diversos esquemas para favorecimento em contratos envolvendo políticos, empresas e até mesmo servidores da própria secretaria. O governo afirma investigar as denúncias.

Procurada nesta quarta, a Superintendência de Comunicação da Ale-RR informou que o requerimento que pede a CPI “está tramitando internamente na Casa, para posterior análise da Mesa Diretora, e consequentemente a indicação dos membros conforme previsão no Regimento Interno”.

Fonte: G1