Dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, apenas o Amapá registrou alta no índice de desmatamento, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Entre agosto de 2016 e julho de 2017 a alta no corte de árvores foi de 82%, subindo de 17 para 31 quilômetros quadrados.

Os números são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar do aumento expressivo dentro do Amapá, a quantidade desmatada corresponde a menos de 1% do total da região no período, que foi de 6.624 quilômetros quadrados.

As informações sobre a perda de mata nativa baseiam-se em imagens de satélites que compõem o Prodes. O estudo avalia as áreas maiores que 6,25 hectares atingidas por corte raso, a modalidade mais nociva, pois ocorre remoção súbita e rápida da vegetação.

A série histórica de dados mostra a oscilação da quantidade de área desmatada no Amapá, que teve justamente em 2016 o menor registro desde 2004, com 17 quilômetros quadrados. Em 2008 e 2009, o estado apresentou as piores taxas, com 100 e 70 quiômetros quadrados, respectivamente.

Entre os fatores que contribuem para a baixa incidência de registros em comparação a outros estados da Amazônia, está a implantação de da implantação de áreas de conservação no estado.

De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), 73% do território amapaense é composto por unidades de proteção e terras indígenas, locais onde são proibidas derrubadas de madeiras.

Apesar da queda em toda a Amazônia Legal, que chegou a 16% no período, a área desmatada foi de 6.624 quilômetros quadrados, a maior parte no Pará (2.413) e no Mato Grosso (1.341). Entre agosto de 2015 e julho de 2016, o desmatamento foi de 7.893 quilômetros quadrados.

Além dos dois estados e o Amapá, a Amazônia Legal é composta por Acre, Amazonas, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Fonte: G1