Um total de 147 escolas da rede pública estadual da capital e do interior estão paralisadas no Amazonas. A informação foi confirmada pela assessoria da Asprom Sindical, na tarde desta segunda-feira (19). O Governo do Amazonas informou que a paralisação “não tem amparo legal”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) informou que mantém diálogo com os servidores da educação por meio do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam).

“Qualquer paralisação de unidades da rede estadual de ensino, nesta segunda-feira, não tem amparo legal, por não estar de acordo com a Lei 7.783/89 (lei de greve), que preconiza aviso prévio de 72 horas para suspensão de serviços. A Seduc reitera que o Governo do Amazonas tem mantido o diálogo com os servidores da educação por meio do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), única entidade constituída legalmente para representar a categoria, e que já foram anunciadas melhorias aos servidores”, afirmou a nota.

O secretário de Estado de Educação e Qualidade do Ensino, Lourenço Braga, acrescentou, por meio de assessoria, que é “preciso ter consideração com a responsabilidade que o atual governo” tem para com a classe de professores.

“Com todo o respeito que temos pela indignação dos professores, que foram desrespeitados em 2015, 2016 e em parte de 2017, quando lhes foi negado o direito à data-base e a outras melhorias, digo que é preciso ter ponderação, consideração com a responsabilidade que o atual governo agora demonstra”, afirma o secretário estadual de Educação, Lourenço Braga, ao lembrar que representantes dos servidores da educação já foram recebidos duas vezes pelo governador Amazonino Mendes, na semana passada, e também têm na Seduc espaço permanente para negociação”, disse o comunicado.

Paralisação

De acordo com o coordenador de comunicação da Assprom, Lambert Melo, na capital, 117 estão paralisadas e no interior, 30 unidades de ensino também não estão em funcionamento.

“Na capital, temos em torno de 117 escolas paralisadas, mas essas paralisações ainda não fazem parte da greve, porque a greve só vai ser instalada na quinta-feira, quando cumprir as 72 horas do prazo legal. São ações espontâneas das escolas. Nós temos aproximadamente 30 escolas do interior paralisadas”, afirmou Lambert.

Na manhã desta segunda-feira (19), professores da rede estadual voltaram a reivindicar 35% de aumento salarial da categoria.

Lambert acrescentou ainda que a paralisação é decisão espontânea das escolas. “Elas [escolas] estavam totalmente paralisadas, mas como depende da decisão de cada escola, elas podem retornar agora à tarde, se for o caso. Ou pela manhã, se for o caso, porque elas estão fazendo essas ações no sentido de mobilizar, de conscientizar a comunidade, então depende da vontade e da autonomia de cada escola”, acrescentou.

Ainda segundo a Asprom Sindical, na quinta-feira (22), professores da rede estadual devem se reunir, pela manhã, na sede do Governo do Estado, na Compensa, para tentar conversar com o governador. “Nós vamos estar todos na sede do Governo do Estado, na Avenida brasil, todos os servidores, inclusive vai vir gente do interior também para participar dessa ação, para tentar conversar com o governador”, disse.

Proposta do governo

Na semana passada, o governador Amazonino Mendes anunciou a proposta de reajuste de 4,57%. O anúncio do pagamento da data base foi feito na quinta-feira (15) e é referente apenas ao ano de 2017. Ao todo, os servidores da educação pedem 35% de reajuste.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) informou, por meio de assessoria, que tudo está em fase de negociação.

“Está tudo em fase de negociação. A mesa de negociação está aberta. Não é que a gente não apoie as paralisações. As paralisações são legítimas, mas tem uma negociação em andamento que ainda não foi concluída”, informou a assessora de comunicação Mariane Cruz.

Fonte: G1