Mesmo apresentando reação ao longo do ano, o Amapá fechou setembro com a maior queda na geração de empregos com carteira assinada do ano, com 222 postos de trabalho a menos. As vagas perdidas foram resultado da diferença entre as 1.235 admissões e 1.457 desligamentos, que ocorreram em todos os setores no mês passado.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Dois dos principais setores da economia – comércio e serviços – foram os responsáveis pela maior parte das baixas, com 219 postos perdidos.

É o segundo mês consecutivo de queda na geração de empregos em 2017, que antes havia encarado quatro meses seguidos de mais contratações do que demissões.

Na série histórica desde 2003, este ano é o segundo pior setembro já registrado, ficando só atrás de 2016, quando no nono mês foi registrada a perda de 294 vagas.

Apesar da queda em setembro, o saldo de empregos é positivo ao longo de 2017 com 228 novas vagas. Em contrapartida, no acumulado dos últimos 12 meses o Amapá perdeu 326 postos de trabalho.

Entre os setores pesquisados, o melhor desempenho foi na área de indústria de transformação, com 16 novos postos e construção civil, que gerou sete novos empregos.

Em serviços, os trabalhadores das áreas “alojamento, alimentação, reparação e manutenção” foram os mais atingidos, com baixa de 67 vagas, assim como “comércio de móveis e imóveis e valores mobiliários”, que teve 51 demissões a mais que admissões. No comércio, o vilão foi o setor varejista, que perdeu 99 profissionais.

Saldo de postos de trabalho por setor no mês de julho:

  • Indústria de transformação: 16
  • Serviço industrial de utilidade pública: 6
  • Construção civil: 7
  • Administração pública: -1
  • Extrativa mineral: -7
  • Agropecuária: -24
  • Comércio: -102
  • Serviços: -117

O Caged também divulgou os dados de contratações nas três maiores cidades do estado, e todas tiveram queda. Macapá perdeu 206 postos, Santana perdeu 28 e Laranjal do Jari perdeu nove.

Fonte: G1