IBGE vasculha os cantões

Há quatro anos na gerência regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Luiz Cleyton Holanda Lobato está ansioso à espera do seu primeiro censo, previsto para 2018.

Membro ativo do Centro de Estudos Geográficos da Amazônia na Unir, ele busca consolidar sua formação com a vontade de orientar recém-chegados às cinco agências do IBGE no interior de Rondônia.

“Passo-lhes a minha experiência”, disse referindo-se à oportunidade de observar moradores escondidos nos cantões de unidades florestais ou habitando margens de rios.
“Se o pesquisador não tiver suficiente vontade, essa gente entra na margem de erro, por isso temos que nos certificar de que realmente existem”, alertou.
Quase 40 anos atrás, a contagem de pessoas era facilitada por borrifadores de veneno da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam). Eram os conhecidos agentes mata-mosquitos que informavam aos Correios e ao Incra o endereço exato das pessoas. Que só eles sabiam.
“Depois do censo, vamos organizar a expedição ‘Rondônia no avesso’, para percorrer 1,5 mil quilômetros de estradas antigas entre a BR-364 [trecho rumo ao Acre] e Vilhena [divisa com Mato Grosso]”, comprometeu-se Luiz Cleyton.