Solidariedade e compromisso

Sempre sobram motivos para os jipeiros conhecerem lugares quase inacessíveis em diferentes pontos da Amazônia Ocidental. Quase sempre, eles se deparam com situações que inspiram pronta intervenção.

Na memória de Raimundo Aguiar, comerciante em Porto Velho, o socorro a passageiros de ônibus na BR-319 [Porto Velho-Manaus] é a marca da solidariedade resumida nesta frase: “Ninguém fica para trás”.

“Dividimos alimento e até remédios com famílias entregues à própria sorte, quando motores dos ônibus dão problema, ou a chuva faz atoleiros, impedindo por longas horas o prosseguimento da viagem”, ele comentou.

Segundo Aguiar, a recompensa maior aos integrantes do Jeep Clube é sentir o agradecimento na fala e no semblante das pessoas.
Jipeiro desde 1998, o ex-delegado de polícia, Marco Antonio Canhetti Postigo já viajou por estradas argentinas, bolivianas, chilenas, peruanas e uruguaias.
“Margeando o Atlântico, saí de Belém de fui até Ushuaia [Capital da Província da Terra do Fogo, na Argentina]. Ainda não conheci a Colômbia e a Venezuela, mas se tiver oportunidade, irei”, ele disse.

É um dos mais animados do grupo de aproximadamente 50 sócios, embora tenha perdido massa encefálica e se apóie numa muleta, depois de capotar em Humaitá (AM), num rali que protestava contra a precariedade da BR-319.

“Que bom que vocês se sentem bem entre nossa família”, manifestou-se o presidente do Jeep Clube, Jailson Miguel da Silva.
No encerramento da excursão, Jailson reiterou seu apoio à Unir, CPRM, IBGE e aos jornalistas de Rondônia, já vislumbrando as próximas. E ainda neste mês de novembro, a categoria organiza mais uma arrecadação de cestas básicas para famílias carentes.