Após barranco ceder em RO, Defesa Civil faz vistoria em área de risco

A Defesa Civil Municipal realizou uma vistoria com arquitetos e engenheiros na manhã desta quinta-feira (12), no Bairro Triângulo, em Porto Velho, após um barranco ceder, na tarde da última quarta-feira (11), e oito casas serem interditadas. De acordo com coordenador do órgão, Marcelo Santos, o objetivo é coletar dados para elaboração de um laudo técnico, que será entregue à prefeitura, para decidir as providências que serão tomadas sobre a situação do local.

As residências, a maioria em estado precário de conservação, estão localizadas à beira de um canal que, segundo os moradores, foi aberto pela prefeitura para minimizar a vazão do Rio Madeira.

A vistoria foi realizada em todas as casas que foram interditadas pelo órgão. Quase todas funcionam como pontos comerciais. “Hoje viemos aqui para realizar vistoria com a nossa equipe técnica para que o laudo seja emitido e entregue na prefeitura, para que juntos possamos decidir o que faremos”, explicou Santos.

O coordenador adiantou que o local é de risco e que as famílias devem ser retiradas do local. “Em vista que ontem o rio subiu em 90 centímetros e também com a junção dessa obra de canal que foi realizada há alguns meses, consideramos que a situação aqui é de risco e o nosso papel é resguardar a vida e orientar as famílias a se retirarem do local”, disse.

Durante a avaliação, uma rachadura foi encontrada na rua, onde os carros e demais veículos transitam. Conforme a Defesa Civil, a fissura não existia até a última quarta (11), quando as casas foram interditadas pelo órgão.

A obra do canal realizada no bairro foi feita para diminuir os efeitos das enchentes. “O canal foi apenas um trabalho paliativo, essas pessoas precisam se retirar da área de risco”, enfatizou Santos.

Conforme a Defesa Civil, das nove famílias que moram na área interditada, uma já recebeu indenização, outras aguardam serem contempladas com casas ou serem indenizadas e ainda há outros casos em que os moradores não aceitaram ir para novas residências. “Muitos que moram aqui, já vivem há muitos anos e relutam em sair da área, mesmo sendo em área de risco”, disse Santos.

É o caso de Ronaldo Garcia, que é comerciante e mora em uma das casas que foi interditada. “Sempre tivemos problemas aqui, mas depois dessa obra piorou tudo. Eu estava no comércio, quando eles nos avisaram que teríamos que sair, pois era área de risco, mas eu vou viver em um apartamento sem poder ter meu sustento, fora que moro com mais três pessoas e resido aqui aqui há 26 anos”, reclamou.

Fonte: G1