PF investiga servidores públicos do AP suspeitos de atrapalhar investigações

Dois mandados de condução coercitiva e um de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (11) em Macapá. As ações integram a operação Protocolo Zero, que investiga a envolvimento de servidores públicos estaduais afastados nos crimes de falsidade ideológica, advocacia adminitrativa e obstrução de justiça.

O alvo das investigações é o Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (IMAP). A Protocolo Zero é um desdobramento da segunda fase da operação Quantum Debeatur, deflagrada pela PF em agosto e que apura a transferência de créditos ilegais de reflorestamento, que movimentou ilegalmente mais de R$ 2,3 milhões.

A corporação informou que durante as atividades da Quantum Debeatur foram descobertos diversos processos administrativos na casa do ex-diretor-presidente Luiz Henrique Costa, preso na época por ocultação de documento público. Na oportunidade, ele alegou que o material era para análise da esposa dele que também é servidora do órgão.

A PF completou que no dia seguinte da apreensão, o então diretor substituto do Imap Nilton da Silva Pereira, também confirmou a versão, porém, se contradizendo com o declarado após o encontro do material, de que não havia nenhum registro de protocolo sobre a saída dos processos administrativos.

Na operação, os envolvidos podem responder por embaraçar organização criminosa, obstrução de justiça, falsidade ideológica e advocacia administrativa. As penas podem chegar a 14 anos de prisão.

Fonte: G1