Salão Arte Pará abre com exposição das obras de 60 artistas, em Belém

A 36ª edição do Arte Pará foi aberta oficialmente na noite desta quinta-feira (5), no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, em Belém. O salão apresenta obras de cerca de 60 artistas convidados. A exposição segue aberta para visitação até o dia 30 de novembro.

O evento é realizado pela Fundação Romulo Maiorana, instituição privada e sem fins lucrativos, integrante das Organizações Romulo Maiorana (ORM). A iniciativa reúne o campo das artes visuais, em qualquer categoria de produção artística.

Para o curador geral, Paulo Herkenhoff, o Arte Pará todos os anos se transforma. A mostra nunca foi reduzida a um modelo, mas sempre buscou estar mais próxima aos artistas, criar formas de estímulos, contatos com críticas fora do Brasil e trazer artistas de vários lugares do Brasul para Belém.

“Neste Arte Pará decididamente é um momento de apoio à arte e aos artistas. É uma decisão muito clara que nesse tempo de crise, temos que estar com os artistas, já diria Mauro Pedroza. Por outro lado, esta edição celebra a consolidação da Casa das Onze Janelas. Sabemos que houve crise e agora é tempo de construir o futuro”, avalia.

Paulo explica que a exposição deste ano pensa na história da arte e pensa no presente também, além de o Arte Pará celebrar o artista paraense e convocar artistas de outras regiões que tenham preocupações pertinentes à história da Amazônia ou ao presente, de uma forma crítica.

“Sempre me comovi muito com a amorosidade do Pará. Essa amorosidade é vasta, profunda e se desdobra. Mas existe um Pará cuja amorosidade é até violenta, porque expõe a violência sofrida pela população. Ao fazer uma obra violenta, os artistas violenta a violência, isso é fundamental”, argumenta o curador.

O curador reforça que esta edição tem agenda rica, mostra um Pará amoroso na resistência, que violenta a violência com os pobres, ao mesmo tempo, evidencia uma leitura histórica muito cuidadosa.

A curadoria da amostra está na responsabilidade de Vânia Leal, que apresenta em seu núcleo já tem seu núcleo curatorial o debate sobre a história da arte contemporânea, mulheres artistas na Amazônia, trajetórias e movimentos sociais.

Nessa jornada com Vânia estão mulheres artistas paraenses, são elas Paula Sampaio, Walda Marques, Roberta Carvalho, Nina Matos, Berna Reale, Danielle Fonseca, Drika Chagas, Keyla Sobral, Tamara Saré e Elaine Arruda.

A curadora diz que a ideia do tema do seu núcleo surgiu depois da participação de um movimento denominado “Manas” (Mulher, Arte, Narrativas e Ativismo).

“O Arte Pará sempre causa expectativas. A força do salão move pessoas em uma amplitude significativa através da legitimação de artistas, educadores, curadores e todos que participam do evento”, explica Vânia.

A diretora executiva da Fundação Romulo Maiorana e coordenadora geral da mostra, Roberta Maiorana, afirma que essa edição tem um propósito maior: alcançar um público fora da rota comum. A proposta é ampliar e buscar público diverso que ainda não frequentou uma exposição. Promover a acessibilidade em larga escala. Ela diz ainda que o Arte Pará o resultado de todo um trabalho sincronizado e programado da equipe.

“Espero que mesmo com todas as dificuldades que estamos vivendo no âmbito da arte e cultura, consigamos surpreender o público nesta 36ª edição. Desejo que cada vez mais o projeto se torne não só de arte, mas principalmente de educação”, reforça Roberta.

Serviço

A exposição segue até 30 de novembro no museu Casa das Onze Janelas. Mais informações sobre o salão estão disponíveis no site da Fundação Romulo Maiorana.

Fonte: G1