Lombardi entra com ação na Justiça e cobra quase R$ 300 mil do Paysandu

Dispensado do Paysandu no dia 22 de setembro, o zagueiro Fernando Lombardi acionou a Justiça do Trabalho para cobrar do clube um montante total de R$ 294.555,77, referente a valores supostamente não pagos de Direito de Imagem, FGTS, 13º salário e férias. O GloboEsporte.com teve acesso à ação. Uma audiência já está marcada para o dia 26 de fevereiro do ano que vem.

– Infelizmente entro com a ação trabalhista contra o Paysandu. Não tive outra saída após o clube não honrar o acertado no ato da minha rescisão. O clube e seus dirigentes não respeitaram a minha história no clube, nem o profissional que sou e tão pouco foram corretos ao descumprir o acordado quando me mandaram embora. Inúmeras vezes tentei receber o que era devido sem precisar entrar na Justiça, mas o que obtive foi falta de respeito e de palavra por parte daqueles que dirigem o clube. Tudo lá dentro se transfere, ninguém cumpre ou assume nada. Uma entidade com a grandeza do Paysandu não pode ser refém de pessoas tão despreparadas. Tenho muito respeito e carinho pela entidade, pela torcida e por pouquíssimos que ainda estão lá dentro. Tudo será provado na Justiça – alegou o jogador, em contato por telefone.

Lombardi atuou no Paysandu por quatro temporadas, mas na sua Reclamação Trabalhista o jogador incluiu somente seus contratos com o Papão firmados a partir de 2015 – sem contar a sua passagem pelo clube em 2014. No documento, afirma ter assinado três CETD (Contrato Especial de Trabalho Desportivo) distintos com o Alviceleste. O primeiro vigorou de maio a novembro de 2015, o segundo de janeiro a novembro de 2016 e o terceiro de janeiro a novembro de 2017.

Em cada contrato era definido o valor do salário de carteira, que depois seria somado ao Direito de Imagem do atleta, montante que era bastante superior ao do contrato. Segundo a reclamação judicial protocolada pelo advogado do jogador, o Paysandu pagou em dia todos os salários de Fernando Lombardi, mas não depositou o Direito de Imagem de julho, agosto e parte de setembro deste ano, cujo valor total reclamado é de R$ 67.600,00.

Fora isso, o jogador alega também não terem sido depositadas as quantias corretas de 13º salário e férias dos dois primeiros contratos. Segundo a ação, o clube teria tomado por base somente a parte dos vencimentos do atleta registrada no CETD e ignorado “a maior parte de sua remuneração, paga como Direito de Imagem”. O jogador cobra a diferença, calculada em R$ 114.500,77.

A mesma situação teria ocorrido no repasse do FGTS e no cálculo do pagamento das verbas de rescisão de contrato, quando foi dispensado. São requeridos mais R$ 40.628,00 e R$ 62.400,00, respectivamente. Por fim, ainda é solicitada a restituição de R$ 10 mil que teriam sido descontados indevidamente pelo Paysandu.

O GloboEsporte.com entrou em contato com a assessoria de comunicação do clube para pedir um posicionamento. O Papão informou que irá aguardar a citação na ação para apresentar sua defesa.