Após cem dias, governo do AM ainda busca quitação de dívidas e solução de problemas

O governador Amazonino Mendes (PDT) em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (11), fez balanço “positivo” dos 100 dias de sua gestão, mas citou dívidas a serem quitadas. Apesar disso, ele disse que o “caos está dominado”, citou a situação da insegurança no interior e afirmou que pretende reajustar o salário de secretários, que atualmente é de R$ 13 mil.

“O estado já tem condições, não está resolvido, mas tem caminho”, declarou.

Mendes e o vice-governador eleito, Bosco Saraiva (PSDB) tomaram posse no dia 4 de outubro de 2017, para um mandato tampão, após José Melo (PROS) ser cassado por compra de votos na eleição de 2014. A data da solenidade foi antecipada em seis dias após determinação da Justiça do Amazonas.

Um dos problemas enfrentados pelo Governo é o pagamento de terceirizados da saúde atrasado. Ano passado, diversos trabalhadores fizeram protesto em frente a unidades de saúde para cobrar regularização da situação. Na coletiva, Mendes disse que a prioridade foi organizar os contratos.

Segundo o governo, a dívida com cooperativas e empresas prestadoras de serviços chega a R$ 331 milhões. Desse total, foram pagos R$ 213 milhões para terceirizados. Outros R$ 29 milhões foram repassados para fornecedores de medicamentos e produtos para saúde.

Amazonino destacou melhorias nas unidades de saúde. Uma delas foi a entrega de 66 novos leitos. Além disse, o governo diz que foram retomadas obras que estavam paradas nas UPAs da Cidade Nova, em Manaus, e de Itacoatiara, no interior; SPA da cidade de Manicoré e em um hospital de Careiro Castanho.

Com relação à gestão, Amazonino disse que o governo enfrenta maus hábitos, que geram reflexos à administração. Para isso, ele disse que pretende reajustar o salário de secretários.

“É hipocrisia um secretário ganhando líquido R$ 13 mil. Eu vou aumentar. Não quero ladrões no meu governo. Quero que as pessoas vivam com dignidade. Não tenho medo do que vão falar. Tem que aumentar mesmo”, afirmou.

Como dívidas a serem quitadas, o Governo também cita dívida de R$ 9.427 milhões, que teriam sido herdadas da gestão passada, com empresas de locação de viaturas policiais. O governo afirma que negociou o pagamento em atraso, mas não informou quanto já foi repassado.

O governo diz que encerrou 2017 com superávit – receita realizada frente à despesa empenhada – de R$ 273 milhões. No ano, foram R$ 15.574 bilhões de receita e R$ 15.301 bilhões de despesas.

No último trimestre de 2017, segundo o balanço, houve cortes em despesas, diminuindo de 33% para 28% o custeio sobre a receita. “A meta é reduzir o custeio para no máximo 24% neste ano”, diz.

Com relação à segurança, o governo diz que houve redução no número de homicídios nos três últimos meses de 2017. Sem citar números absolutos, Amazonino disse que a queda foi de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Por outro lado, ele disse que a situação do tráfico de drogas domina o interior do estado. “Tem o interior todo. Além dos problemas terríveis da capital, tem o interior”, disse.

Fonte: G1