Mais de 180 mil microempreendedores no Pará terminaram 2017 endividados

Apesar da inflação baixa, 2017 foi um ano de crise e isso afetou os microempreendedores individuais. No Pará, mais de 180 mil terminaram o ano endividados. É uma situação que prejudica a economia e também os planos de fazer sucesso com o próprio negócio.

Desde que começou a trabalhar, a empreendedora Edilene Alves sempre teve um sonho: “eu queria ter o meu próprio negócio”. Há três anos ela conseguiu se tornar uma MEI (Micro Empreendedora Individual), modalidade para pessoas que faturam no máximo 81 mil reais por ano, não têm participação em outra empresa e tem no máximo um empregado contratado que receba um salário mínimo ou piso da categoria.

Quem é MEI, se enquadra no Simples Nacional, regime tributário facilitado, que isenta o contribuinte de tributos federais como imposto de renda, PIS, IPI, entre outros.

Tudo estaria perfeito se Edilene não tivesse parado de trabalhar por dois anos. Como ficou sem renda, não teve como pagar os impostos da microempresa e hoje está inadimplente.

Tem muita gente nessa situação no Pará. Em 2017, quase 182 mil contribuintes estavam em débito com o simples nacional, o que representa 62,4% do total de microempreendedores que o Pará possui. A maioria está em Belém.

A boa notícia para os inadimplentes, que estão com o CNPJ suspenso, é que tem solução.

Essa pessoas devem procurar a Receita Federal, explica o gerente de relacionamento da unidade de relacionamento do Sebrae, Péricles Carvalho. “Depois de negociada a dívida com o órgão, devem procurar o Sebrae para que nós ajudemos a planejar financeiramente a empresa”, diz.

Fonte: G1