Combate à extração ilegal de madeira

A fiscalização direcionada ao furto de madeira em unidades de conservação e à extração de minério no garimpo do rio Madeira será intensificada neste ano, conforme destaca o capitão PM Washington, comandante do Batalhão de Polícia Ambiental, informando que a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) adquiriu equipamentos, dentre os quais barco, GPS, computadores e drones que serão utilizados pelo Batalhão Ambiental para reforçar as atividades de fiscalização. A entrega do material deve acontecer ainda neste semestre.

Em 2017 foram apreendidos 311 caminhões, 155 motosserras, 57 tratores, 91 motocicletas, 24 reboques e 16 rádios de comunicação, equipamentos utilizados em atividades ilícitas praticadas contra a flora. “Todo o material apreendido durante as operações de fiscalização está no pátio do Batalhão Ambiental à disposição da Justiça”, informou o capitão Washington, acrescentando que foram apreendidos 14 mil metros cúbicos de madeiras, entre toras, serradas, lascas e carvão. De acordo com o Relatório Estatístico Operacional de 2017 do Batalhão de Polícia Ambiental, ao longo do ano passado foram feitas duas mil ocorrências de crimes contra a fauna e flora, resultando na apreensão de animais silvestre em cativeiro, pesca ilegal, declaração falsa ao Sistema DOF (Documento de Origem Florestal), armazenamento irregular de madeira, depósitos irregulares de carvão e madeira, desmatamento ilegal e destruição de floresta nativa.

Nesta época do ano o Batalhão de Polícia Ambiental concentra a fiscalização nos rios e nas feiras livres do Estado para combater a pesca, transporte e comércio irregular de peixes, e alerta que quem for flagrado capturando ou comercializando pescado sofrerá as penalidades cabíveis determinadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). O comandante do BPA informou que, de acordo com a Portaria 308, de novembro de 2016, da Sedam, a pesca profissional e amadora de qualquer espécie de peixe nos rios e afluentes que cortam o estado de Rondônia fica proibida durante o período de defeso, época de procriação dos peixes. A proibição vigora de 15 de novembro de 2017 até 15 de março de 2018. O capitão PM Washington disse que no ano passado foram apreendidos 810 equipamentos utilizados na pesca predatória, dentre os quais redes/tarrafas, malhadeira, vara de pesca, barco, motor de popa, tanque de combustível, motor rabeta, canoa, caixa térmica, caixa de isopor, munições, voadeira, freezer, arpão, embarcação e munição.

Segundo o comandante, o Batalhão de Polícia Ambiental conta com um efetivo de 200 policiais que atuam nas unidades de Candeias do Jamari, Ji-Paraná, Guajará-Mirim, Vilhena e Alta Floresta. “Todas as unidades trabalham na fiscalização com o compromisso de combater atividades ilícitas”, garantiu o comandante PM Washington.

Fonte: Assessoria