Aluno da rede pública do AP cria adubo que gera energia e agiliza crescimento de plantas

Com a criação de uma composteira que melhora e agiliza o desenvolvimento da plantação, a partir do uso de fezes de gato, cachorro e gado, e que ainda gera energia elétrica, um aluno da rede pública de ensino do Amapá foi selecionado para participar da maior feira de ciências da América Latina, a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) 2018, que acontece de 22 a 26 de outubro, em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul.

A pesquisa foi elaborada pelo estudante Caio Vinicius de Souza, de 16 anos, da Escola Estadual Gabriel de Almeida Café, com a orientação do professor Aldeni Melo. O projeto começou a ser desenvolvido há quatro meses, mas já vinha sendo pensado desde o ano passado, quando o aluno participou de uma feira de ciências nos Estados Unidos.

A experiência aguçou o espírito cientista do jovem, que agora sonha mais alto, em participar de outros eventos internacionais e nacionais, por meio da pesquisa. A criação de adubo orgânico não é novidade, já existem muitos outros projetos. Porém, a diferença da ideia do Caio está na recombinação de fezes dos três animais: gato, cachorro e gado. O experimento foi testado em uma plantação de alface.

O sistema é muito simples. A composteira é feita com baldes plásticos onde são colocadas as fezes dos animais com a terra virgem. Os baldes são enterrados e cercados com pedaços de espelhos que permitem o aquecimento solar. Com o adubo orgânico é possível o crescimento mais rápido das plantações. O painel solar permite a geração de energia.

Caio explica que o principal objetivo do projeto é propor uma alternativa sustentável para os pequenos agricultores.

“O objetivo principal do projeto é melhorar, dobrar, a produtividade agrícola de pequenos agricultores de alimento, como os grupos indígenas e os agricultores familiares de subsistência, auxiliando na renda deles e também dando melhor qualidade de vida. Além de propor uma energia elétrica alternativa que poderá ser usada na própria produção e também em afazeres domésticos”, resumiu.

Para o professor Aldeni, sonhar o projeto junto com caio foi uma realização pessoal.

“A gente sonhou junto. Nós conseguimos fazer a pesquisa e se fazer presente na Mostratec é um feito muito bom para o estado, para a escola pública, ensino básico e para as pesquisas nessa linha. A gente percebe que os alunos estão conseguindo fazer pesquisa de forma simples e audaciosa, porque saíram da sua zona de conforto. Ano passado o Caio foi para os EUA e sonha ir mais longe”, ressaltou o educador.

Fonte: G1