Alunos estudam em corredores de escola no AP por causa do calor

O forte calor tem obrigado alunos seis turmas do ensino fundamental a estudarem nos corredores da Escola Estadual Dom Pedro I, localizada em Mazagão, a 32 quilômetros de Macapá. A situação ocorre há cerca de dois meses devido a problemas na rede elétrica, que impede o uso de ar-condicionado.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a empresa responsável por manutenções prediais já avaliou o parque elétrico da unidade e detectou que o atual sistema de alimentação não comporta equipamento pesado.

Ainda de acordo com a pasta, a direção da escola abriu um processo para acessar o recurso de pequenos reparos para executar os serviços. O dinheiro será creditado no Caixa da Escola da unidade, mas a secretaria não informou previsão para a solução do problema.

Enquanto não é resolvido, a estudante Cailane Letícia Silva, de 15 anos, conta que sofre com o calor e que se sente prejudicada no aprendizado. Ela pede providências.

“Essa situação afeta diretamente nos nossos estudos, principalmente porque não conseguimos nos concentrar nas aulas, tudo por causa do calor. Nem os professores conseguem trabalhar direito. Isso é muito constrangedor”, disse a adolescente.

Indignada com essa situação, a estudante Ivia Barros, de 15 anos, enviou o relato da situação ao Tô na Rede, de Rede Amazônica. A garota ressalta que as centrais de ar da escola foram compradas através de uma gincana, promovida pelos próprios alunos e professores.

Leilões, venda de comidas, sorteios de prêmio e outras atividades foram realizadas para a escola conseguir comprar as centrais de ar. Com as constantes quedas de energia, os aparelhos começaram a apresentar defeito e ficaram inutilizados.

“Conseguimos comprar mais de oito centrais e, no fim do ano, climatizamos toda escola. Ai esse ano começou a dá problemas devido a fiação não ser adequada. Quase todas as centrais não estão prestando e estamos nessa situação”, detalhou.

Para a dona de casa Maria Nilda da Silva, de 41 anos, mãe de Ivia, a instituição de ensino está esquecida pelo poder pública. A mãe revela que chegou a colaborar com a gincana da escola para ver uma melhoria na educação da filha.

“Minha filha lutou muito para ajudar a climatizar a escola. Ela vendeu bolo, que eu fiz. As centrais de ar estão queimando. A climatização na escola foi por esforço dos próprios alunos. Mas, agora, eles estão sofrendo com o calor”, reforçou Maria Nilda.

Fonte: G1