Área para treinamento de ciclistas é criada em homenagem a médico que morreu após ser atropelado

Daqui a 90 dias, Palmas contará com uma área de proteção destinada a treinamento de ciclistas. O decreto é da Prefeitura de Palmas e consta no Diário Oficial publicado nesta quarta-feira (19). O objetivo, segundo o município, é fomentar a prática de exercícios esportivos e ofercer segurança aos atletas.

A Área de Proteção ao Ciclismo de Competição Pedro Caldas é uma homenagem ao médico que leva o mesmo nome e que morreu após ser atropelado enquanto corria na marginal da rodovia TO-050, no perímetro urbano da capital. O atropelamento ocorreu no dia 12 de novembro de 2017. Pedro Caldas morreu após ficar um mês em coma.

A área será voltada a ciclistas de alto rendimento, que participam de competições. Segundo o decreto, todas as terças e quintas-feiras, das 5h às 7h, haverá o fechamento de vias para que os atletas possam treinar.

Os trechos abrangem a Avenida LO-03, entre as quadras 103 e a 203 Sul, no sentido oeste/leste e a Avenida NS-03 entre a Avenida Juscelino Kubitscheck e a Avenida LO – 03, sentido norte/sul, de aproximadamente 1.400m.

O decreto informa ainda que o trecho e os horários previstos podem ser alterados a critério da administração, mediante análise técnica e manifestação do órgão municipal de trânsito. Nos dias e horários destinados ao treinamento, fica proibido o fluxo de veículos.

O decreto entra em vigor em 90 dias a partir da data da publicação.

Pedro Caldas

Pedro Caldas e outro médico foram atropelados no dia 12 de novembro, na pista marginal da rodovia TO-050, perto do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Tocantins (Dertins).

Ele morreu depois de ficar um mês em coma e ter complicações no traumatismo craniano grave que sofreu. Segundo a Polícia Militar, na época, a motorista não apresentou carteira de habilitação.

Em outubro desse ano, foi realizada a segunda audiência sobre o caso. A Justiça ouviu a jovem Iolanda Costa Fregonesi, de 22 anos, denunciada por homicídio qualificado. Ela é acusada de embriaguez ao volante e de dirigir sem habilitação. O inquérito da Polícia Civil sugeriu que seja levada a júri popular.

“Nessa audiência aconteceu o interrogatório da Iolanda, foi a oportunidade que ela teve para se defender […] Ela reconhece que havia ingerido bebida alcoólica na data anterior ao acidente, que se arrepende dos fatos, mas que foram as circunstâncias que levaram ela a dirigir”, explicou o promotor Rogério Mota.

A denúncia contra ela foi feita em janeiro deste ano. Segundo a investigação, em 2016, Iolanda já havia atropelado um casal na avenida Tocantins, em Palmas.

“Essa audiência de hoje foi exclusiva para o interrogatório. Todas as testemunhas foram ouvidas anteriormente, então só faltava interrogar mesmo a Iolanda. Ela apresentou suas versões dos fatos, algumas circunstâncias anteriores ao delito. Agora, o processo vai para as fases de alegações finais e caso ela seja pronunciada vai ser submetida ao tribunal do júri”, explicou o advogado Carlos Márcio Macedo, que representa a família de Pedro Caldas.

Na época, Iolanda Fregonesi e a advogada dela saíram do fórum sem falar com a imprensa.

Fonte: G1