Moradores transformam lixeira a céu aberto em jardim na cidade de Santana, no AP

Uma área localizada na Rua Moura de Carvalho, no município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, passou por uma grande transformação. Os moradores se reuniram e tiraram um tempo para limpar, revitalizar e construir um jardim, onde antes existia lixeira a céu aberto. O mutirão ocorre voluntariamente e faz a diferença no lugar.

Os vizinhos são cuidadores do espaço. Eles retiraram o lixo, limparam, pintaram pneus que viraram vasos e canteiros, e instalaram cercas de proteção em madeira para as plantas, que vão de flores ornamentais e gramas até árvores. As muitas mãos são de crianças, jovens, adultos e idosos.

O lugar ganhou cor e passou de lixeira a céu aberto a espaço de lazer e de convivência comunitária. Cada família tira dinheiro do próprio bolso para a causa, e esse trabalho vem acontecendo há cerca e quatro anos.

A policial militar Tatiane Ferreira é uma das voluntárias. Elas lembra como era o espaço antes da intervenção da comunidade.

“Há mais de quatro anos isso era uma lixeira que se estendia desde a promotoria até o final do muro do Alberto Lima [unidade de saúde]. A gente sofria com carcaça de açougue, animais mortos, ratos, muito lixo doméstico. Todo mundo vinha e jogava lixo para cá, o bairro sofria muito com casos de dengue, e depois da limpeza a doença reduziu”, contou a moradora.

Já a professora Tereza Lima explica que tudo começou com um grupo de amigos do bairro Daniel e depois foi juntando mais gente.

“A ideia partiu de um grupo de amigos, em uma roda de conversa. Nós nos sentíamos incomodados com a quantidade de lixo que era depositada. As pessoas não passavam mais por esse lado da via por causa do odor muito forte. Tudo começou com a gente pagando para limpar, acionando o governo para vir limpar e a gente começou a tomar conta. Compramos terra, mudas e cada família começou a cuidar” relatou Tereza.

Outro morador, que também cuida do lugar, é o secretário jurídico Carlos Morais. Para ele, a maior tristeza é ver pessoas depredando o jardim.

“Além de se divertir, eu gosto de acompanhar o florescer das plantas, a gente traz as crianças para brincarem. Mas quando a gente vê alguém destruir, o sentimento é de muita tristeza. Queremos levar para outros bairros de Santana, não só aqui, como mais para frente, mas para isso a gente precisa da colaboração do povo”, finalizou.

Fonte: G1