Facebook aumentou gastos em 51% em 2018

Os gastos do Facebook subiram 51% em 2018 para US$ 31 bilhões, segundo divulgou a empresa em relatório. Em 2017, a empresa havia gasto US$ 20,4 bilhões.

Mesmo com os gastos mais elevados, a rede social teve um ano fiscal que agradou a muitos analistas de mercado e investidores. Nesta quinta-feira (31), as ações subiram 10,82%.

O desempenho ficou acima do esperado, com um faturamento de US$ 55 bilhões em 2018, uma alta de 38% em relação a 2017. O lucro subiu para US$ 24,9 bilhões, alta de 23%. O número de usuários ativos mensal em dezembro foi de 2,32 bilhões de pessoas, 9% maior do que no mesmo mês de 2017.

De acordo com o diretor financeiro do Facebook, Dave Wehner, o aumento nos investimentos foram em “infraestrutura, segurança, inovação e fatores sazonais”. A empresa fechou o ano com 35,5 mil funcionários, aumento de 42% na folha de pagamento.

Os gastos maiores aconteceram em um ano de forte escrutínio sobre o Facebook, que, entre outros casos, teve de lidar com o escândalo Cambridge Analytica — consultoria política que usou dados de usuários para impactar eleições nos Estados Unidos.

Em todo o ano, os gastos em relação ao faturamento foram maiores do que em 2017. No quarto trimestre de 2018, essa margem foi de 17%, em relação a 12% um ano antes. No último trimestre do ano, os gastos da empresa foram de US$ 9,1 bilhões, US$ 1 bilhão a mais do que em 2017.

“Nossa comunidade e negócio continuam crescendo”, disse o presidente Mark Zuckerberg. “Nós mudamos a maneira como gerenciamos a empresa para focar nas grandes questões sociais”.

Preocupações se mantém

Apesar do bom desempenho na bolsa Nasdaq após a apresentação do resultado, é preciso cautela. Para Brian Wieser, analista da companhia de análises Pivotal Research, os riscos para as empresas de publicidade digital se mantêm: alto índice de concorrência, necessidade de capital cada vez maior e potencial regulação do governo.

“Mesmo que o quatro trimestre tenha sido certamente favorável, nada nos resultados deveria levar investidores a olhar para a empresa de uma maneira diferente de antes”, disse Wieser. “Os custos para manter a plataforma segura provavelmente irão impactar as margens”.

Fonte: G1