No AP, CRM encontra Hospital de Laranjal do Jari sem alvarás da Vigilância e do Bombeiros

Uma fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Amapá (CRM-AP) no Hospital Estadual de Laranjal do Jari, distante aproximadamente 272 quilômetros de Macapá, resultou em um relatório com 76 irregularidades. O Governo do Estado informou que ainda não recebeu o relatório.

Os problemas encontrados pela equipe do CRM vai desde a parte equipamentos e insumos, até a falta de documentação legal do prédio. Entre os pontos citados estão a falta de alvarás da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, certificados indispensáveis ao funcionamento de qualquer empreendimento que presta serviço público ou privado.

A vistoria foi realizada no início de fevereiro, mas foi divulgada somente nesta semana pelo CRM. Os focos da triagem foram a sala de procedimentos, centro cirúrgico, farmácia, sala de imunização e repouso médico. Após averiguação, o CRM destacou 13 recomendações ao hospital, no sentido de adequação do prédio para atendimento ao usuário e de garantir condições melhores de trabalho aos funcionários.

Algumas irregularidades apontadas pelo CRM:

  • Extintores com prazo de manutenção vencido
  • Carro de emergência sem funcionar
  • Máquina sem desfibrilador, monitor e oxímetro de pulso na sala de procedimentos
  • Kit de reanimação continha medicação vencida
  • Cadeira de madeira no centro cirúrgico
  • Pouca iluminação e o bisturi elétrico estava inoperante
  • Temperatura da geladeira da sala de imunização com variação, o que pode comprometer a eficácia das vacinas
  • Falta de seringas, agulhas e equipo para aplicação endovenosa
  • Falta de privacidade no consultório ginecológico e de equipamento de proteção individual
  • Dificuldades de remoção do paciente para Macapá por falta de UTI aérea
  • Falta de alvarás da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros
  • Ausência de inscrição do certificado de regularidade de inscrição de pessoa jurídica no CRM

O CRM informou que o relatório será enviado, para providências, à Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa), Ministérios Público Estadual e Federal, Ministério Público do Trabalho e o Conselho Federal de Medicina (CFM).

O que diz a Sesa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) esclareceu que ainda não foi notificada sobre o resultado da referida. Mas ressaltou que o governo avançou em investimentos em equipamentos hospitalares e recursos humanos, como reforço no atendimento e melhoraria à assistência.

Diz ainda que o atendimento de urgência e emergência à população do Vale do Jari foi ampliado com a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em funcionamento desde outubro de 2018.

Fonte: G1