Polícia apreendeu 2,5 toneladas de animais silvestres abatidos ilegalmente em um mês no AP

A captura de pescado e a caça de animais silvestres para a venda e consumo ilegal no Amapá, atingem números preocupantes nas primeiras semanas de 2019. Fiscalizações e operações do Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM) já apreenderam, desde janeiro, mais de 2,5 toneladas de espécies retiradas da natureza irregularmente.

O caso mais recente ocorreu no sábado (9), quando policiais encontraram mais de 300 quilos de carne de jacaré num estabelecimento na área portuária de Santana.

Na cidade também foi feita a maior apreensão do ano, em 24 de janeiro, onde foi localizada mais de 1,5 tonelada de pescado no período de defeso, além de animais, como jacaré, preguiças, macacos e quelônios.

A cidade, segundo o Batalhão Ambiental, é estratégico para os criminosos e caçadores por concentrar vários portos de carga e descarga construídos às margens dos rios Matapi e Amazonas.

De acordo com a corporação, o produto geralmente é comercializado em feiras de Macapá e Santana na clandestinidade. Mesmo sem o comparativo de apreensões do ano passado, a quantidade chama a atenção dos militares.

“As constantes apreensões são reflexo de uma intensificação nas fiscalizações, principalmente no porto de Santana”, detalhou o tenente Adauto Matos, do Batalhão Ambiental.

A captura acontece em comunidades do interior e, por não ter autorização, o produto é vendido a preços baixos. O batalhão reforça que a venda ilegal facilita outras práticas, como a contaminação do produto que pode causar doenças e infecções.

“Era algo que vinha crescendo desde o ano passado e logo nos primeiros meses de 2019 estamos conseguindo tirar esse material do comércio clandestino”, reiterou o tenente.

A pessoa flagrada com carne de animal silvestre ou pescado no período de defeso – entre 15 de novembro e 15 de março – poderá ser autuada por crime ambiental com multa e até prisão.

Todo o produto apreendido passa por avaliação da Vigilância Sanitária, que pode liberar o consumo da carne que é geralmente doada para instituições filantrópicas.

Fotos: Batalhão Ambiental
Fonte: G1