Após 2 meses, inquérito da explosão em hospital que matou 2 servidores não foi fechado no AC

As investigações do acidente que matou dois servidores do Hospital de Referência do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no dia 4 de janeiro deste ano, ainda não foram concluídas.

Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Alexnaldo Batista, devido à complexidade do acidente, o laudo pericial ainda está sendo encerrado para apontar as causas da explosão.

Ele diz que praticamente todos os pacientes e servidores do hospital que estavam no momento da explosão já prestaram depoimento.

“Na verdade, a Polícia Civil já está com as suas apurações bem adiantadas. Todo o inquérito envolvendo aquele lamentável acidente já está em fase de conclusão. Estamos dependendo de poucos documentos, inclusive, o Ministério Público do Trabalho também já solicitou informações em relação ao inquérito”, disse Batista.

O delegado revelou que as apurações estão dependendo apenas do laudo da perícia que ainda não foi apresentado para compor o inquérito.

“Só estamos aguardando mesmo o término do laudo que, por sinal, é um laudo muito complexo. O perito está até com uma certa dificuldade em terminá-lo, mas tão logo seja concluído, nós vamos está concluindo esse inquérito”, informou o delegado.

Para o responsável pelas investigações, não há dúvidas que a explosão foi um acidente. “Disso não temos dúvidas. Só vamos está definindo em que circunstâncias aconteceu esse acidente, quem foi o causador e as condições em que as vítimas estavam trabalhando”, disse o delegado.

No da explosão, o Corpo de Bombeiros avaliou que o acidente foi provocado pela explosão de uma unidade condensadora de um ar-condicionado que estava sendo manuseada pelos servidores.

A sala onde a explosão ocorreu, de mais de 60 m², que servia como depósito de equipamentos usados do hospital e também era usada pelos servidores para fazer a manutenção dos aparelhos também foi considerada pelos bombeiros como inadequada para o tipo de serviço.

No acidente morreram Marcelo Correia da Silva, de 44 anos, e Erisson Guedes, 18, que faziam manutenção no aparelho de ar-condicionado.

A mulher de Marcelo, Maria Conceição Santos, de 41 anos, que era chefe do setor de manutenção da unidade de saúde ficou gravemente ferida e recebeu alta médica depois de mais de 20 dias internada da UTI.

Fonte: G1