A 4ª Vara Criminal de Macapá aceitou denúncia que partiu do Ministério Público Estadual (MP-AP) e tornou réus três ex-servidores e um servidor efetivo da Assembleia Legislativa. Eles são acusados de terem desviado, entre 2014 e 2015, mais de R$ 1,53 milhão dos cofres da Casa de Leis para as próprias contas bancárias.

A denúncia foi feita com base na operação “Chave do Cofre”. Os suspeitos, que alternadamente assumiram os cargos no setor de finanças do Legislativo, eram detentores das senhas de acesso às contas da Assembleia, e de lá, teriam feito os desvios ilegais. O G1 não conseguiu localizar até o momento nenhum dos quatro acusados pelo inquérito.

Dos quatro indiciados, dois foram exonerados e um se aposentou antes mesmo da operação. O outro é servidor efetivo da casa e na mesma decisão foi impedido de adentrar o prédio onde funciona o setor financeiro da Alap, na Zona Sul de Macapá. O Ministério temia “a destruição de provas”.

O MP-AP pede a condenação dos acusados por associação criminosa, falsidade ideológica e peculato (desvio de dinheiro público), além da perda da função pública e ressarcimento do valor transferido ilegalmente, que corrigido chega atualmente a R$ 2.353.291,60.

Caso

A investigação apontou que os desvios aconteceram dezenas de vezes para as contas dos quatro indiciados, onde para conclusão da transferência eram necessárias as assinaturas do diretor geral e do secretário de orçamento e finanças, cargos que os servidores exerceram ao longo do período.

A promotoria desconfiou dos altos valores passados rotineiramente para as contas bancárias, e pediu comprovação dos valores, que não foram justificados pela Assembleia Legislativa.

Fonte: G1