Após ser alvo de roubo durante o fim de semana, professores e estudantes da Escola Estadual Maria Cavalcante de Azevedo Picanço, localizada no bairro Brasil Novo, Zona Norte de Macapá, realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (21) pedindo segurança. Um homem armado invadiu a instituição no sábado (19), levando as mochilas dos alunos.

A Secretaria de Estado de Educação (Seed) informou, em nota, que a escola ainda não teve o sistema de monitoramento eletrônico concluído, mas trabalha para que esteja em funcionamento ainda nesta semana. Enquanto isso, a empresa fará a vigilância junto com o policiamento escolar da Polícia Militar (PM).

A manifestação contou com uma caminhada que percorreu ruas do bairro onde fica a escola. Os alunos carregaram faixas pedindo que uma vigilância seja feita no local, além do custeio dos itens roubados, o que, segundo eles, vai prejudicar ainda mais as aulas e o período letivo.

“A situação de falta de segurança na escola está insustentável, pois viemos para cá correndo riscos de sermos assaltados. Já é a segunda vez que somos alvos de roubo e não tem nenhum tipo de vigilância. A violência dentro e na região da escola está assustando tanto os professores e alunos quanto a comunidade”, disse o professor de história Fernando Souza, que participou do ato.

Além da falta de segurança, os participantes do protesto cobram melhorias na infraestrutura do prédio da escola, que segundo eles, não tem ventilação, as salas estão sem manutenção, além de falhas na rede elétrica e hidráulica no local.

A Seed completou que a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf) fará uma inspeção técnica e enviará um levantamento para a equipe da Rede Física da pasta para verificar a demanda da escola com relação à adaptação elétrica do local. A escola está entre as 100 unidades que será climatizada até dezembro deste ano, segundo o governo.

Esta é a segunda vez que alunos e professores da escola Maria Cavalcante fazem protesto pedindo segurança no local. Em agosto de 2016, o ato foi feito em união com as escolas Maria Mãe de Deus e Brasil Novo, ambas no mesmo bairro, caminhando pelas ruas do bairro, cobrando o retorno dos vigilantes para as escolas.

Fonte: G1