Autorizado pela Petrobras, entrou em vigor na terça-feira (21) o reajuste de 9,8% no preço do gás de cozinha vendido em botijões até 13 quilos. O anúncio aconteceu na sexta-feira (17), em todo o país. Em Macapá, o botijão está sendo comercializado a valores que chegam a R$ 72, segundo o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Amapá (Sinergás-AP).

Ao divulgar o reajuste, a Petrobras informou que as revisões foram feitas nas refinarias e podem ou não refletir no preço encontrado pelo consumidor final. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que não há qualquer tipo de tabelamento para gás de cozinha no Brasil.

O Sinergás-AP esclareceu que o valor final sofre repasses de distribuidores e revendedores, que embutem no preço principalmente o transporte da carga vinda do Pará, onde é abastecida. No estado o valor não é tabelado e está variando entre R$ 70 e R$ 72. Antes, o valor variava em torno de R$ 66 a R$ 69, segundo a Sinergás.

“O preço fica a critério de cada revenda de acordo com a tabela de despesas que ela tem. Hoje esse gás só de preço de frete de balsa está girando entre R$ 5 e R$ 10 por botijão, porque é o frete é de ida e de volta. Toda embarcação que sobe uma carreta de gás dentro dela paga periculosidade para os funcionários devido ao risco que representa, por isso se torna um frete bem mais caro do que as mercadorias comuns”, afirmou o presidente da Sinergás no Amapá, Carlos Reis.

Na casa onde trabalha a empregada doméstica Maria Luziária Gomes moram 10 pessoas, por isso o gás é trocado pelo menos duas vezes por mês, porque o líquido é consumido em cerca de 15 dias. Com o reajuste, o orçamento da família fica mais apertado.

“Sendo que a gente cozinha, faz almoço, merenda, café, e a janta não, mas mesmo assim é um gasto bem alto. Um gás que era R$ 66 e está agora R$ 71, sai muito pesado para o consumo que temos aqui”, disse Maria.

O último reajuste no produto aconteceu em setembro de 2015, quando o Amapá registrou o segundo preço mais alto de gás de cozinha do país.