Pesquisas realizadas pelo Dieese/PA sobre a trajetória de preço do café comercializado em padarias e supermercados da Grande Belém revelam que no mês passado (maio) foi registrada uma nova alta no preço do produto, de 2,43%. No acumulado dos últimos 12 meses, o reajuste alcança 16, 40%, valor superior à inflação calculada para o período, de 3,35%.

Para comprar o tradicional cafezinho no mês de maio, o paraense teve que trabalhar 1h35, já que o gasto estimado de 300g mensal do produto atingiu R$ 6,71, um impacto em relação ao salário mínimo de 0,78%. Em maio de 2016, o tempo de trabalho foi de 1h26 e o gasto mensal foi de R$ 5,76.

No mesmo período do ano passado, o quilo do café foi comercializado, em média, em supermercados da capital, a R$ 19,21. Em dezembro de 2016 já estava custando R$ 22,22. No mês de janeiro ainda teve uma baixa e foi para R$ 21,44. Mas, no mês passado (maio) foi comercializado, em média, a R$ 22,36.

Segundo o Dieese, o custo da alimentação básica dos paraenses continua entre os mais caros do país. No mês passado, a cesta básica comercializada em Belém custou R$ 402,76, comprometendo na sua aquisição cerca de 47% do atual salário mínimo de R$ 937.

Fonte: G1