A fábrica da empresa Jari Celulose, que atua na divisa entre o Sul do Amapá e Norte do Pará, será investigada pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal, que vai apurar denúncias de contaminação do solo e da água da região por resíduos químicos.

O requerimento para a investigação foi aprovado na comissão em Brasília em 13 de junho após solicitação conjunta dos senadores amapaenses Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues. O G1 entrou em contato com a Jari Celulose que ficou de se pronunciar sobre as denúncias de contaminação.

A reclamação de moradores ao Sul do Amapá, principalmente do município de Vitória do Jari, que fica em frente as instalações, diz respeito ao suposto comprometimento dos recursos naturais a partir de possível contaminação, que estaria acontecendo na forma de fumaça e despejo de líquidos no rio Jari.

A fábrica foi instalada no lado paraense do rio Jari na década de 1970, e as denúncias sobre doenças causadas a moradores foi repassada à comissão. Em 2015, a Rede Amazônica no Amapá visitou Vitória do Jari e ouviu relatos a respeito da contaminação na cidade.

“Essa água, nós tomamos banho nela, a gente consome ela. Logo logo a gente vai ter problemas, porque a gente não vê esse agravamento do ambiente”, disse um catraieiro, à época, à Rede Amazônica. “Quando ‘dá’ aquela química [fumaça] as ruas ficam brancas de não enxergar quase nada”, relatou um comerciante, também à reportagem.

Na Comissão de Meio Ambiente, o procedimento inicial da investigação será a realização de uma auditoria ambiental na fábrica, além da promoção de audiência pública para ouvir a empresa.

Fonte: G1