O número de pessoas na faixa da pobreza dobrou no período de um ano no Amapá, passando de 6,54% para 13,42% da população, entre os anos de 2014 e 2015. Os números são do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Ficaram na faixa de pobreza um total de 102,5 mil amapaenses com renda domiciliar per capita inferior a R$ 127,50 em agosto de 2010, conforme o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é equivalente a um quarto do salário mínimo vigente na data (R$ 510). O Ipea apontou a crise financeira como fator preponderante para o crescimento, além de alertar para a necessidade do crescimento do emprego e renda.

O relatório do Instituto mostrou também a evolução do índice na década, que apresentou queda contínua no número de pobres entre 2011 (22,82%) e 2014 (16,93%) até registrar aumento em 2015. A taxa do estado (13,42%) ficou maior que a média nacional, fixada em 9,96%.

Em 2015 também foi alarmante o número de amapaenses na faixa de pobreza extrema, que dobrou, chegando a 2,75% da população contra 1,15% do ano anterior. São classificados nessa etapa, aqueles com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 70, também em agosto de 2010.

Ainda subiu de 26,39% em 2014 para 37,12% em 2015 a parcela de amapaenses considerados vulneráveis à pobreza, os com renda per capita inferior à metade do salário mínimo.

Em alta de 2011 a 2014, na renda per capita do amapaense saltando de R$ 483,18 para R$ 630,72, foi outra afetada pela crise econômica em 2015, caindo para R$ 532,22 por habitante.

O Radar IDMH é elaborado pelo Ipea em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Fundação João Pinheiro. Ele tem por finalidade atualizar os dados do Atlas do Desenvolvimento Humano, divulgado a cada dez anos pelo IBGE.

Fonte: G1