A reabertura do Parque Zoobotânico de Macapá para visitações continua incerta. O último prazo dado pela prefeitura era de que o espaço ficaria pronto em janeiro, o que não aconteceu. Fechado desde 2003, o parque começou a receber reparos em julho de 2015.

Na quinta-feira (23), a prefeitura certificou que não há novo prazo para entrega do zoobotânico. O Município não informou qual o estágio da obra e nem se ela está parada.

Entre os serviços que seriam realizados no local estão o cercamento de oito logradouros de animais, edificações com guarita, bilheteria e banheiro, construção do portal de entrada e reforma dos muros.

Os recursos alocados para a obra foram de R$ 191.997,58, oriundos do Tesouro Municipal. Em dezembro de 2016, a prefeitura informou que a obra estava em fase de finalização, com mais de 80% concluída.

Fechamento e dificuldades
Em 2003, o Parque Zoobotânico de Macapá foi fechado por recomendação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), para se adequar à legislação ambiental, como ampliação dos logradouros dos animais, por exemplo. Antes de ser interditado, segundo a prefeitura, o local recebia uma média de 8 mil visitantes por mês em pouco mais de 100 hectares.

Uma das maiores dificuldades alegadas pela prefeitura ao longo do tempo foi a falta de recursos para a execução dos reparos e adequações ambientais. Em um dos orçamentos, o valor estimado necessário para a obra chegou a cerca de R$ 15 milhões.

Em 2016, o parque recebeu a visita de membros de um fundo europeu de preservação da Amazônia que sinalizou o financiamento do projeto do Zoobotânico. A ideia seria analisada pelos representantes da instituição. Também foram planejados serem realizados no local estudos de plantas amazônicas, assim como torná-lo um centro de pesquisas para a biodiversidade da região.

Em 2012, o Ministério Público do Amapá (MPE) instaurou uma Ação Civil Pública contra a prefeitura de Macapá por causa de indícios de maus-tratos a animais. A ação foi parar no Ministério Público Federal (MPF), que arquivou o caso em janeiro. No despacho dado em outubro de 2016, uma emenda da bancada federal deveria ser destinada à prefeitura, totalizando R$ 1,6 bilhão para viabilizar a revitalização do parque.

A Delegacia de Meio Ambiente (Dema) chegou a intimar, em 2013, ex-gestores municipais para deporem sobre o motivo de o parque não ter sido reaberto ao longo dos anos. O fechamento do parque provocou a diminuição de 240 para 65 animais silvestres no local. A prefeitura de Macapá não deu informações atualizadas de quantos animais vivem no local.

Fonte: G1