Desenvolvido para ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, o aplicativo “Detona Aedes” agora é “Caça ao Mosquito” e ganhou maior interatividade para os usuários. A ferramenta conta com um “game” e recebeu aprimoramentos nas funcionalidades .

O aplicativo, que operava somente em aparelhos Androids, a partir desta sexta-feira (22) passa a funcionar também no sistema iOS, podendo ser baixado em qualquer plataforma de smartphone.

Em dois anos de funcionamento, o app já contabilizou cerca de 300 denúncia de focos do mosquito pelo estado, segundo o Centro de Gestão da Tecnologia da Informação do (Prodap). Os apontamentos em maior número são dos bairros Zerão e Santa Rita, em Macapá; e no bairro Provedor 2, no município de Santana.

Lutiano Silva, diretor-presidente do Prodap, explica que a plataforma é uma ferramenta virtual para denúncias da população e também orienta com informações que ajudam no combate às doenças. Os dados serão catalogados pela Secretaria de Vigilância em Saúde e enviadas diretamente para a Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa). Por meio do aplicativo é possível informar onde há pontos de focos do mosquito Aedes aegypti.

O aplicativo orienta a população com boas práticas e agora conta com um jogo que premia alguns usuários, através do ranking de pontuação, após a realização de algumas tarefas simples em prol do combate ao mosquito.

“Buscamos conectar a população às políticas públicas, através da tecnologia, com a identidade visual mais moderna e até mesmo a ‘gameficação’ de algumas tarefas. Hoje, todo mundo tem um smartphone. Assim, a população pode fazer parte da atuação do governo e do município, no combate aos focos do mosquito Aedes”, explicou o diretor-presidente do Prodap.

As denúncias de onde há focos do mosquito, podem ser feitas por fotos. Automaticamente o sistema de geolocalização do aplicativo detecta o local da denúncia. Caso haja algum erro no mapa, o usuário também pode descrever manualmente o endereço.

O Prodap detalhou que o suporte ainda promove uma integração entre a comunidade civil, o estado e o município. Isso porque é possível ter acesso a informações educativas e sobre quais unidades de saúde o cidadão pode recorrer para buscar tratamento.

“É um integração entre a comunidade, estado e município. Nos bairros com número maior de incidência podemos gerar relatório e direcionar o atendimento dos agentes de endemias, limpeza e aconselhar órgãos responsáveis. Navegando pela ferramenta, a população pode ainda saber quais unidades de saúde recorrer, caso apresente sintomas de alguma dessas doenças”, finalizou Silva.

Fonte: G1