Após um princípio de rebelião, na manhã desta segunda-feira (24), presos de um pavilhão foram remanejados dentro do presídio Manoel Neri, em Cruzeiro. A informação foi repassada pelo Comando da Polícia Militar, já o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC) nega o princípio de rebelião. O movimento ocorreu dois dias após a fuga de 16 presos no último sábado (22).

Ao G1, o Iapen confirmou que os presos foram remanejados para os pavilhões B e E, que foram recuperados após motim registrado no dia 6 de junho. Os pavilhões passaram por reforma e os presos envolvidos na ação desta segunda foram remanejados. A quantidade, por questão de segurança, não foi informada.

O comandante da Polícia Militar em Cruzeiro do Sul, major Lázaro Moura, disse que agora três pavilhões estão em funcionamento na unidade.

“O quantitativo de um pavilhão foi transferido para outro pavilhão. Com aquele motim há dias, a área que foi destruída foi reconstruída e eles foram removidos para um dos pavilhões que foi recuperado. Hoje também tentaram destruir as celas e, por uma questão de segurança, foram remanejados para outro”, disse.

O Iapen informou ainda que a Polícia Civil e agentes penitenciários seguem em operação para tentar recapturar os 15 presos que continuam foragido. A câmera de vigilância do presídio mostra o momento que o grupo fugiu.

Fuga

Dezesseis detentos fugiram do presídio de Cruzeiro do Sul no sábado e, até esta segunda, somente um deles foi recapturado, segundo a Segurança Pública. Eles fizeram um buraco na laje e saíram pelo telhado por volta da 1h30 sem que os agentes penitenciários percebessem. A penitenciária não possui muro de proteção.

Presídio Manoel Neri

No dia 6 de junho, os presos iniciaram um motim e tentaram invadir um pavilhão. Com isso, os pavilhões B e E ficaram destruídos e 561 presos, que eram divididos em 4 pavilhões, passaram a ocupar apenas dois.

No dia 19 de junho, a administração do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) informou que um muro deveria ser construído na área do banho de sol para dividir as facções rivais dentro do presídio. Além disso, o Iapen havia estipulado 30 dias para consertar os pavilhões, mas a reparação ainda não foi feita.

A situação se tornou mais grave no dia 6 de julho, quando 32 pessoas que foram pegas na operação que ocorreu no bairro Lagoa no início do mês permaneceram presas preventivamente e foram encaminhados para o presídio. Na época, apenas uma mulher que estava grávida teve a liberdade concedida.

Fonte: G1