Deputado informou que, segundo as denúncias, governo teria concedido realinhamento de preço a empresa responsável por construção de ponte

O deputado Hermínio Coelho (PTB), na sessão desta quarta-feira (25), relatou sobre uma suposta denúncia de que o atual governo teria acatado um
realinhamento de preço, no valor de R$ 30 milhões, a pedido da empresa responsável por uma ponte, construída há 10 anos, no governo Cassol, no
município de Ji-Paraná.

Segundo Hermínio, de acordo com as informações que chegaram até ele, na época, a ponte teria custado R$ 22 milhões, onde o processo foi totalmente
liquidado e a obra entregue. O pedido de realinhamento, disse Hermínio, teria sido solicitado, ainda, na administração estadual daquele período, porém, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), teria negado.

Posteriormente, a solicitação de realinhamento teria sido novamente feita, porém já no governo de João Cahulla, que em 2010 assumiu a cadeira de
chefe do Executivo Estadual, após renúncia de Ivo Cassol para assumir uma vaga no Senado Federal.

A empresa então, informou Hermínio, solicitou o realinhamento ao Tribunal de Contas de Rondônia, que também negou o pedido. No entanto, de acordo com a denúncia, há poucos dias, o atual governo teria concedido o realinhamento de R$ 30 milhões à empresa.

“Se isso for verdade, se essas denúncias se confirmarem, não estamos falando de corrupção, isso é um assalto e quem fez tem que ir para a cadeia. Não
podemos aceitar um absurdo desses, qual a justificativa para pagar um realinhamento de R$ 30 milhões, por uma obra de R$ 22 milhões, concluída e
entregue há 10 anos”, questionou Hermínio Coelho.

O deputado disse que todas as informações serão repassadas a Polícia Federal, ao Ministério Público Estadual e Federal e demais órgãos de
controles, conforme for necessário.

“Espero que o governador Confúcio Moura (PMDB) não saiba nada sobre a possibilidade desse crime ter acontecido, e se tomar conhecimento, que tome as medidas necessárias. Assim, espero que a Assembleia Legislativa tome providências para levantar essas denúncias e não aceitar esse assalto ao Estado, caso seja comprovada a veracidade das informações”, disse Hermínio.

Fonte: Assessoria – ALE