Para evitar que idosos sofram com atitudes de pessoas que aplicam golpes, o Jornal do Acre 1ª edição desta quarta-feira (25), em entrevista com a delegada de polícia Mardhia El Shawa Pereira, adverte a população para problemas envolvendo o assunto.

O público mais vulnerável a receber golpes é o de idosos, por serem os principais alvos de pessoas mal intencionadas. Apesar disso, é possível prevenir e se proteger desse tipo de ação, conforme explica a delegada, que também ressalta quais são os golpes mais comuns aplicados aos idosos.

“Aqui no nosso estado, precisamente em nossa cidade, Rio Branco, os golpes mais frequentes são aqueles envolvendo banco, o dinheiro. O idoso que vai sacar uma quantia em dinheiro e não sabe digitar sua senha, procura ajuda de um terceiro, que não é funcionário do banco. Enquanto essa pessoa coloca o cartão na máquina, esse cartão é clonado e ele pega todas as informações do cartão dessa pessoa”, diz.

A delegada explica que os praticantes dos golpes, também tidos como olheiros, já ficam dentro do banco observando uma possível vítima.

“Eles já têm uma pessoa dentro e outra fora passando as informações de quais pessoas são mais vulneráveis, mais fáceis de caírem nos golpes. Uma dica que a gente dá, e que até eu mesmo utilizo, é evitar fazer esses saques e ir aos bancos nos dias de pagamento, saindo salário do estado e os benefícios da aposentadoria”, fala.

Como a movimentação nos bancos é maior em período de pagamento, a vulnerabilidade é maior, segundo a delegada. Ela orienta que quando alguém vai ao banco e não sabe digitar a senha, ou tiver qualquer dificuldade, é importante procurar ajuda de um funcionário da agência, devidamente identificado.

“Nunca peça ajuda de um terceiro que você não conhece. Não existem essas pessoas boazinhas que oferecem ajuda nos caixas eletrônicos”, alerta.

O que também é muito comum de acontecer com idosos e até com outras pessoas é a prática de telefonemas, de alguém que liga e diz que um parente da vítima foi sequestrado ou está em perigo. Com isso, quem aplica golpes exige, em troca da libertação do parente, o depósito de uma quantia em dinheiro.

“Eles passam os dados bancários para que esse idoso deposite o dinheiro e é um golpe. O idoso vai lá, faz o depósito, transfere e depois vê que nada disso aconteceu. Então, o que a gente orienta é não depositar dinheiro. Anote todos os dados que a pessoa vai lhe falar e procure a delegacia mais próxima”, fala.

Nesses casos a vítima costuma ficar muito assustada, mas, a delegada destaca que se a pessoa ficar muito nervosa, é importante pedir ajuda para quem estiver do lado e assim tentar se acalmar.

“Até pessoas esclarecidas caem nesse golpe, mas é preciso denunciar, tem que denunciar, não caia nesses golpes de sequestro por telefone que pedem dados. Tem um também que está acontecendo, mais recente, que é ligar e falar: ‘Ah, o seu sobrinho estava na estrada e quebrou o carro e precisa de dinheiro para consertar’. Não caia, é golpe”, fala.

A delegada diz que, embora seja difícil manter a calma, é necessário se tranquilizar, procurar a delegacia e em nenhuma hipótese fazer depósitos ou transferências por telefone e, mais ainda, nunca fornecer dados pessoais e bancários.

Fonte: G1