Um decreto produzido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Vigilância Sanitária que regulariza a venda de açaí em Rio Branco deve ser publicado nos próximos dias pela prefeita do município, Socorro Neri. O anúncio foi feito aos batedores que trabalham com o açaí em reunião na Câmara, nesta segunda-feira (25).

Após a Semsa convocar a população que comprou e tomou açaí dos fornecedores do Mercado Elias Mansour para que fazer o exame de diagnóstico para a doença de chagas, um grupo de trabalho foi criado para tentar resolver o problema da comercialização do produto.

Os vereadores Rodrigo Forneck e Artêmio Costa lideram o grupo de trabalho. Eles disseram aos batedores que estão sem trabalhar e outros com vendas baixas que o decreto está sob análise jurídica na Casa Civil de Rio Branco e deve ser assinado nos próximos dias pela prefeita.

“A gente se reuniu com a maioria dos batedores que vendem direto para o consumidor atualizando sobre o decreto que a gente já finalizou os pré-requisitos necessários e, agora, está em uma fase de análise jurídica para ser publicado pela prefeitura”, disse Forneck.

Após a publicação, haverá os parâmetros estabelecidos para que estas pessoas possam retomar a comercialização do produto.

“A principal medida que virá no decreto deve ser a radicalização na hora de bater o produto para dar total segurança à população que, na hora de comprar o açaí, terá a certeza de que o produto está livre de qualquer tipo de contaminação”, acrescentou o vereador.

Expectativa

O comerciante Genivaldo Rebouças, de 58 anos, participou da reunião e disse que espera pela publicação para voltar a trabalhar. Ele contou que acredita que a medida será benéfica, pois poderá comercializar o produto que é sua fonte de renda há pelo menos 35 anos.

“Acho que vai melhorar para gente um pouco. Que todo mundo venha se legalizar e trabalhar direitinho. Vai acabar essa desconfiança das pessoas comprando o nosso produto. Pois do jeito que está a nossa imagem só acaba”, lamentou.

O grupo de trabalho também se reuniu com representantes do Banco do Brasil para tentar viabilizar linhas de créditos para os cerca de 100 batedores que vendem o produto direto para o consumidor.

Fonte: G1