De janeiro até 16 de março deste ano, o Amapá registrou queda nos casos confirmados de dengue, chikungunya e zika, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os números são do Ministério da Saúde (MS) com destaque para a queda de diagnóstico de dengue de 81,5%, em comparação ao mesmo período de 2018.

Os registros de dengue reduziram de 227 para 42. Nas confirmações de chikungunya, a queda foi de 40 para 17 casos, e de zika foram 6 casos em 2018 e 3 neste ano. Ainda não houve mortes, nem casos de microcefalia em 2019, segundo relatório.

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) do estado recomenda que mesmo com a diminuição do registro das doenças, é importante a população continuar no combate ao vetor. Para isso, é imprescindível evitar acúmulo de água parada em casas, quintais e terrenos baldios.

Outra doença que provoca a atenção do estado é a malária, que apresentou 14 mil casos no Amapá em 2018. Os municípios de Mazagão, Santana, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Oiapoque e Serra do Navio apresentaram os maiores índices da enfermidade. O mosquito transmissor usa a água parada em pneus, vasos, caixas d’água e o acúmulo de lixo para se reproduzir.

No restante do país

Ao contrário do Amapá, que a cada ano segue reduzindo os registros de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, os casos no país tiveram um aumento preocupante, passaram de 62,9 mil de janeiro até 16 de março de 2018, para 229,64 mil no mesmo período deste ano.

A incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 109,9 casos para cada 100 mil habitantes. No Brasil, o número de óbitos pela dengue também teve aumento de 67%, sendo grande parte no estado de São Paulo, onde os casos aumentaram em mais de 2.100%.

Fonte: G1