crepad1Os Anjos da noite do Centro de Referência em Prevenção e Atenção a Dependência Química (Crepad) voltarão às ruas de Porto Velho neste final do ano para socorrer moradores de rua e vítimas das drogas.

A equipe supervisionada pela gerente de tratamento do, psicóloga Dioneia Martins, trabalha no Projeto Acolher com saúde, fatores de risco e proteção.
Bem vindo. Enfim, Você chegou.
Respire fundo. Sorria.
Deixe suas preocupações de lado.
Receba o melhor que o mundo tem a lhe oferecer.

Sinta-se acolhido.
crepadEsse dístico na porta de entrada do corredor principal da sede do Crepad dá boas-vindas às pessoas que ali são atendidas, por um ou outro motivo.
A combinação dos aspectos de risco e proteção foi tema recente de duas noites de reuniões do Crepad com aproximadamente cem membros de igrejas, centros espíritas e entidades sociais.

Como principal órgão da estrutura da Superintendência Estadual de Políticas sobre Drogas (Sepoad), ex-Secretaria da Paz, o Crepad reuniu em setembro esse mesmo público, formado por representantes de paróquias católicas, Seicho-No-Ie e Igrejas Batista Filadélfia, Metodista Wesleyana e Nova Aliança, além de centros espíritas kardecistas, umbandistas, Grupos Amor Exigente e Familiar Nar-Anon, em uma oficina de sensibilização.
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Nas fichas de avaliação do público que acessa o Crepad, a equipe constatou o percentual de 12% de usuários de crack em Porto Velho.

Infarto
Pesquisas nacionais revelam que entre adolescentes de 10 a 12 anos de idade houve aumento significativo: 52% já usaram bebidas alcoólicas, 11% tabaco, 7,8% solventes, 2% ansiolíticos e 1,8% anfetamínicos.

crepad4Para o médico intensivista Nestor Ângelo D’Andrea Mendes, colaborador do Crepad, é importante que Porto Velho receba programas de apoio e amparo nacionais e estaduais. “O resgate de pessoas pode se dar além da fé das instituições religiosas”, assinalou.
D’Andrea, formado pela Faculdade de Medicina de Campos (RJ) e atualmente na equipe do Hospital de Base Ary Pinheiro, na capital rondoniense, trata de dezenas de pacientes de infarto agudo do miocárdio, todos eles vítimas do tabagismo e de drogas, com ou sem histórico na família.